terça-feira , 16 junho 2026
Lar Internacional Ex-rebeldes da Síria concordam em se unir sob o Ministério da Defesa
Internacional

Ex-rebeldes da Síria concordam em se unir sob o Ministério da Defesa


Ahmed al-Sharaa, líder dos rebeldes da Síria, chegou a um acordo nesta terça-feira (24) com ex-chefes de facções rebeldes para dissolver todos os grupos e consolidá-los sob o Ministério da Defesa do país, de acordo com uma declaração da nova administração.

Al-Sharaa também é conhecido por seu nome de guerra: Abu Mohammed al-Jolani.

O primeiro-ministro Mohammed al-Bashir disse na semana passada que o ministério seria reestruturado usando ex-facções rebeldes e oficiais que desertaram do Exército de Bashar al-Assad.

Al-Sharaa enfrentará a tarefa difícil de tentar evitar confrontos entre os inúmeros grupos.

Os novos governantes do país nomearam Murhaf Abu Qasra, uma figura importante na insurgência que derrubou Bashar al-Assad, como ministro da Defesa no governo interino.

As minorias étnicas e religiosas históricas da Síria incluem curdos muçulmanos e xiitas — que temiam durante a guerra civil que qualquer futuro governo islâmico sunita colocasse em risco seu modo de vida — bem como cristãos ortodoxos siríacos, gregos e armênios, e a comunidade drusa.

Al-Sharaa destacou a autoridades ocidentais que o visitaram que o grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS) que ele lidera, um antigo afiliado da Al Qaeda, não buscará vingança contra o antigo regime nem reprimirá nenhuma minoria religiosa.

Entenda o conflito na Síria

O regime da família Assad foi derrubado na Síria no dia 8 de dezembro, após 50 anos no poder, quando grupos rebeldes tomaram a capital Damasco.

O presidente Bashar al-Assad fugiu do país e está em Moscou após ter conseguido asilo, segundo uma fonte na Rússia.

A guerra civil da Síria começou durante a Primavera Árabe, em 2011, quando o regime de Bashar al-Assad reprimiu uma revolta pró-democracia.

O país mergulhou em um conflito em grande escala quando uma força rebelde foi formada, conhecida como Exército Sírio Livre, para combater as tropas do governo.

Além disso, o Estado Islâmico, um grupo terrorista, também conseguiu se firmar no país e chegou a controlar 70% do território sírio.

Os combates aumentaram à medida que outros atores regionais e potências mundiais — da Arábia Saudita, Irã, Estados Unidos à Rússia — se juntaram, intensificando a guerra no país para o que alguns observadores descreveram como uma “guerra por procuração”.

A Rússia se aliou ao governo de Bashar al-Assad para combater o Estado Islâmico e os rebeldes, enquanto os Estados Unidos lideraram uma coalizão internacional para repelir o grupo terrorista.

Após um acordo de cessar-fogo em 2020, o conflito permaneceu em grande parte “adormecido”, com confrontos pequenos entre os rebeldes e o regime de Assad.

Mais de 300 mil civis foram mortos em mais de uma década de guerra, de acordo com a ONU, e milhões de pessoas foram deslocadas pela região.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Internacional

Myanmar enfrenta crise humanitária após terremoto, diz Cruz Vermelha

Myanmar enfrenta uma crise humanitária após o terremoto de magnitude 7,7 que...

Internacional

Trump diz estar “irritado“ com Putin e ameaça novas tarifas à Rússia

O presidente Donald Trump declarou que está “irritado” com o presidente russo...

Internacional

Trump provoca sobre terceiro mandato; saiba o que diz a legislação

O presidente Donald Trump disse neste domingo (3) que não descarta a...

Internacional

Milhares protestam no Texas contra as políticas de imigração de Trump

Milhares de pessoas marcharam por Dallas, Texas, neste domingo (30) exigindo proteções...

TV CATRAIA WEB