quinta-feira , 18 junho 2026
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Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela é reeleito para 5° ano no poder


Jorge Rodriguez foi reeleito como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela neste domingo (5) durante a sessão de abertura do período legislativo de 2025.

Este é o quinto ano consecutivo que Rodriguez liderará a assembleia de maioria chavista.

Na cerimônia de posse, Rodriguez prometeu derrotar o “extremismo” e aqueles que “ameaçam” o direito de “viver livre, soberano e independente para sempre”.

O atual líder venezuelano, Nicolás Maduro, deve ser empossado mais uma vez como presidente para o mandato de 2025 a 2030 perante a Assembleia Nacional Venezuelana nesta sexta-feira (10).

Entenda a crise na Venezuela

A oposição venezuelana e a maioria da comunidade internacional não reconhecem os resultados oficiais das eleições presidenciais de 28 de julho, anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, que dão vitória a Nicolás Maduro com mais de 50% dos votos.

Os resultados do CNE nunca foram corroborados com a divulgação das atas eleitorais que detalham a quantidade de votos por mesa de votação.

A oposição, por sua vez, publicou as atas que diz ter recebido dos seus fiscais partidários e que dariam a vitória por quase 70% dos votos para o ex-diplomata Edmundo González, aliado de María Corina Machado, líder opositora que foi impedida de se candidatar.

O chavismo afirma que 80% dos documentos divulgados pela oposição são falsificados. Os aliados de Maduro, no entanto, não mostram nenhuma ata eleitoral.

O Ministério Público da Venezuela, por sua vez, iniciou uma investigação contra González pela publicação das atas, alegando usurpação de funções do poder eleitoral.

O opositor foi intimado três vezes a prestar depoimento sobre a publicação das atas e acabou se asilando na Espanha no início de setembro, após ter um mandado de prisão emitido contra ele.

Diversos opositores foram presos desde o início do processo eleitoral na Venezuela. Somente depois do pleito de 28 de julho, pelo menos 2.400 pessoas foram presas e 24 morreram, segundo organizações de Direitos Humanos.



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