domingo , 12 abril 2026
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“Não significa que nós vamos concordar sempre”, diz Haddad sobre ligação com Galípolo


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (7) que sua relação de confiança e proximidade com o economista Gabriel Galípolo, novo presidente do Banco Central (BC) e ex-secretário-executivo da pasta, não representará qualquer tipo de interferência do governo federal na condução da política monetária pela autarquia. 

As declarações do chefe da equipe econômica foram dadas durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews

“O meu papel ali é resolver tecnicamente o problema. É o que eu tentava fazer com Roberto Campos [ex-presidente do BC] e como farei com Gabriel Galípolo”, afirmou Haddad. 

“Isso não significa dizer que nós vamos concordar sempre sobre o diagnóstico e o que fazer, mas cada um está no seu papel”, completou o ministro da Fazenda. 

“Eu posso chegar um dia para o Gabriel: será que vocês estão tomando a decisão correta? Mas a decisão [sobre a taxa básica de juros] é dele e do colegiado do Copom [Comitê de Política Monetária do BC]. Eu posso subsidiá-lo com informações, como ele consulta gente do mercado, ele consulta gente do governo, ele consulta gente do setor produtivo”, prosseguiu Haddad. 

“O Banco Central não consulta só os bancos. Ele tem um apanhado de informações. Ele dialoga com a sociedade. Só que, na hora da decisão, tem um colegiado de nove pessoas que se reúnem, fecham as portas e tomam uma decisão autônoma. Isso não vai mudar com o Gabriel, e eu tenho a absoluta confiança de que ele sabe qual a missão do Banco Central.”

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Na entrevista, o ministro da Fazenda reiterou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o governo não fará qualquer pressão sobre a autoridade monetária. 

“Eu vi e ouvi as conversas que precederam o convite do presidente ao Galípolo e o presidente deixou absolutamente claro que, independentemente de lei, ele ia tratar o Banco Central com a mesma deferência, com o mesmo respeito com que ele tratou o [Henrique] Meirelles [presidente do BC nos dois primeiros mandatos de Lula]”, concluiu.

Antes de chegar à presidência do BC, Gabriel Galípolo integrou a equipe econômica do governo Lula, como secretário-executivo do Ministério da Fazenda – o número 2 de Haddad na pasta. Galípolo foi indicado por Lula, primeiro, à diretoria de Política Monetária do BC e, mais tarde, ao comando da autoridade monetária. 



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