quinta-feira , 18 junho 2026
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Câmbio deve pressionar inflação e XP vê Selic terminal a 15,5%


A XP Investimentos elevou a projeção da taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 15,50% ao final do ciclo de alta neste ano. Além disso, a instituição adiou a expectativa para o início do ciclo de cortes, agora estimado para 2026.

A corretora também revisou a projeção para a taxa de câmbio de 2025, de R$ 5,85 para R$ 6,20. Para 2026, a estimativa saltou de R$ 6,00 para R$ 6,40, em resposta ao diferencial de inflação e algum prêmio adicional pela incerteza eleitoral.

Com relação à atividade econômica, analistas esperamos arrefecimento a partir do 2º trimestre, em linha com a política monetária mais contracionista e o menor impulso fiscal. Com isso, projetam que o PIB (produto interno bruto) crescerá 3,6% em 2024, 2,0% em 2025 e 1,0% em 2026.

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Para inflação, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 6,1% em 2025, refletindo a demanda interna aquecida no curto prazo e a taxa de câmbio mais depreciada. Diante de juros mais altos, a corretora optou por manter a projeção para o IPCA de 2026 em 4,5%.

Olhando para o exterior, a XP acredita que as medidas iniciais do presidente eleito Donald Trump serão fundamentais para o cenário dos mercados emergentes.

A corretora disse que ainda vê algum espaço para o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) cortar juros, “mas há risco crescente de que isso não ocorra”.

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Segundo relatório, o Banco Central dos EUA deve realizar dois cortes adicionais de 0,25 p.p. no primeiro semestre de 2025, com a taxa terminal em 4,00%.

“Há riscos crescentes, no entanto, de o Fed optar por deixar os juros estáveis ao longo deste ano, considerando que a atividade permanece forte e a inflação ao consumidor parece se estabilizar acima da meta de 2,0%”, diz o documento. “Mesmo uma alta de juros não deve ser totalmente descartada, dependendo da intensidade das primeiras medidas de Trump.”

Diante desse cenário, a XP avalia que o governo brasileiro deve ter menor dificuldade para atingir a meta de resultado primário em 2025 graças ao cenário econômico que favorece a arrecadação. “Mas a dívida pública continuará subindo, ampliando preocupações quanto à sustentabilidade fiscal”, destaca a corretora, em relatório.



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