sábado , 4 abril 2026
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“Cumpriremos o rito diplomático”, diz Amorim sobre embaixadora em posse de Maduro


O assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, disse à CNN que o Brasil “cumpre o ritual diplomático de relação entre Estados” ao manter a decisão de enviar a embaixadora do país na Venezuela para a posse de Nicolás Maduro.

“Glivânia Oliveira está em Caracas, à frente de o posto”, comentou Amorim, ao explicar a decisão de manter a presença da diplomata na cerimônia que marca o início de um contestado novo mandato de Maduro.

O Brasil chegou a reavaliar a ida da embaixadora ao evento, programado para esta sexta-feira (10), depois de a oposição venezuela denunciar que uma de suas principais líderes, María Corina Machado, foi detida durante um ato organizado nas ruas da capital na tarde de quinta-feira (10).

Fontes da diplomacia brasileira ponderaram que era preciso entender o que estava acontecendo na Venezuela no momento.

Alguns pontuaram que a história ainda estava “mal contada” e que a oposição venezuelana tenta chamar a atenção dos Estados Unidos, que empossam Donald Trump no próximo dia 20.

Não enviar um representante de Brasília, hierarquicamente superior à embaixadora, foi uma escolha pragmática para demonstrar que o Brasil segue descontente com a falta de transparência do processo eleitoral.

Em posses presidenciais, o esperado era a presença do chanceler Mauro Vieira, de Amorim e, em alguns casos, do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao mesmo tempo, o fato não deixar de enviar algum representante é para deixar claro aos venezuelanos que as relações de Estado continuam.

O Itamaraty não tem interesse em romper as relações com a Venezuela. Ainda que não tenha admitido a vitória de Maduro em declarações oficiais, já que as atas eleitorais jamais foram apresentadas, o governo trabalha para não ruir a ponte de diálogo que foi reconstruída com os venezuelanos no governo de Jair Bolsonaro (PL).

No entendimento do Brasil, o país é um de nossos vizinhos mais importantes, em termos de território, população e fronteira compartilhada e, por isso, não faz sentido romper relações.



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