quarta-feira , 1 julho 2026
Lar Brasil PF apura se ex-secretário propiciou “vantagem indevida“ em licitação no RS
BrasilPolítica

PF apura se ex-secretário propiciou “vantagem indevida“ em licitação no RS


A Polícia Federal investiga o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Rio Grande do Sul, Carlos Rafael Mallmann, em um inquérito que apura possível direcionamento de licitações em troca de dinheiro.

Segundo um relatório da Delegacia de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro da PF no RS, Mallmann teria recebido R$ 15 mil para favorecer um grupo em licitação para a compra de telas interativas para prefeituras do estado.

A investigação aponta a compra de 377 telas interativas pela Prefeitura de São Leopoldo por R$ 9,5 milhões. Um lote foi adquirido por adesão à ata de registro de preços do consórcio, e outro por licitação própria. Em ambos, teria havido direcionamento, segundo a PF.

A suposta corrupção teria ocorrido quando Carlos Rafael Mallmann era consultor jurídico do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa) e teria recebido dinheiro de representantes da empresa e da fabricante das telas. A PF aponta como “vantagem indevida” dos “articuladores”.

O caso é investigado dentro da Operação Remora, que deu origem à outra investigação, batizada de Emendafest, que cumpriu buscas e apreensões contra o assessor parlamentar do deputado Afonso Mota (PDT-RS), no mês passado. Ele não foi alvo e exonerou o secretário.

Desses, um inquérito tramita na Justiça Federal de Novo Hamburgo (RS) e o outro no Supremo Tribunal Federal.

Nos dois casos, porém, a PF aponta a ligação de um lobista, responsável pelos contratos e que também era diretor na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Ele foi afastado do cargo por ordem judicial.

Procurada, a defesa do ex-secretário Mallmann disse que a atuação decorreu exclusivamente do exercício da advocacia. “O valor de R$ 15 mil recebido é absolutamente regular e fruto de prestação de serviços. Não havia exercício de cargo ou função pública e, até a presente data, não há qualquer acusação formalizada, pois a investigação não trouxe elemento concreto”, declarou em nota.

Os advogados Alexandre Wunderlich e Camile Eltz Lima também dizem que o arquivamento “é a consequência natural para a investigação”.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

BrasilEconomia

Produtos brasileiros podem estar sujeitos a tarifas de até 37,5% dos EUA, diz Amcham

Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica...

BrasilEconomia

XP eleva projeção da Selic a 14% e inflação em 5,3% para o fim de 2026

Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central...

BrasilEconomia

Por que os EUA querem punir o Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países que...

BrasilEconomia

Japão faz alerta enquanto operadores empurram iene para a zona de intervenção de 160

TÓQUIO, ⁠3 Jun (Reuters) – O iene se enfraqueceu a ⁠níveis que...

TV CATRAIA WEB