quinta-feira , 4 junho 2026
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Para banqueiros, busca por equilíbrio fiscal não deve ser feita apenas pela receita


Em um debate que aconteceu na manhã desta terça-feira (11), CEOs de alguns dos grandes bancos brasileiros defenderam uma revisão de gastos, afirmaram que a busca por equilíbrio fiscal não deve ser feita apenas pela receita e afirmaram que o setor procura participar ativamente das discussões sobre temas estruturais do Brasil.

Para os executivos, aumentar impostos, como o governo propôs para o cumprimento do arcabouço fiscal, terá consequências como redução do PIB potencial do país e perda de eficiência. Os comentários foram feitos em um painel que reuniu CEOs de grandes bancos nesta terça-feira (10), durante a FebrabanTech, em São Paulo, após o recente reajuste do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

“O setor financeiro tem sentado na mesa, tem sido proativo, e sabemos que parte dessas evoluções afeta os bancos tradicionais”, disse Mario Leão, CEO do Santander (SANB11). O executivo reforçou a participação do setor financeiro nos debates, reconhecendo que ninguém deseja pagar mais impostos, mas confirmando que é necessário enfrentar essas agendas de forma definitiva.

Para Marcelo Noronha, CEO do Bradesco (BBDC4), destacou a necessidade de uma postura construtiva, buscando diálogo com o Congresso e o Executivo para evitar ônus desnecessários às empresas do setor financeiro. “Procuramos não simplesmente criticar, mas sentar para tentar influenciar proativamente em prol da nossa sociedade”, afirmou. Ele ressaltou ainda a importância de uma competição simétrica e a capacidade dos grandes bancos de se reinventarem diante dos desafios do mercado.

Leia mais: Galípolo: BC estuda modelo de captação no lugar da caderneta para financiar habitação

Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco (ITUB4), destacou ainda a necessidade que o debate seja conduzido com foco no longo prazo, deixando de lado a polarização política. “Nosso partido político é o Brasil. Para o Brasil dar certo, precisamos influenciar todos os stakeholders para termos um país melhor todos os dias”, declarou.

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Pontos de tensão

O aumento do IOF, implementado pelo governo federal em maio, tem sido um dos principais pontos de tensão entre o setor financeiro e o governo, com agentes do sistema financeiro argumentando que a medida pode prejudicar a economia e a competitividade do mercado.



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