terça-feira , 23 junho 2026
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Vendas e lançamentos de imóveis no Brasil sobem no 1º semestre, diz Cbic


SÃO PAULO (Reuters) – As vendas e os lançamentos de imóveis residenciais no Brasil subiram no primeiro semestre em relação aos primeiros seis meses do ano passado, ainda apoiados nos incentivos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, informou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) nesta segunda-feira.

O volume de moradias vendidas subiu 9,6% entre janeiro e junho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, para 206,9 mil, enquanto os lançamentos cresceram 6,8% na mesma comparação, para 186,5 mil, conforme pesquisa da entidade com 221 cidades brasileiras.

O resultado marca um recorde de lançamentos no primeiro semestre desde o início do levantamento, em 2006, de acordo com a Cbic.

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Os números do semestre seguiram tendo como respaldo o desempenho dos lançamentos e das vendas dentro do programa MCMV, que em abril ganhou novos parâmetros de renda e uma faixa adicional voltada para famílias com renda mensal até R$12 mil – o que deve seguir dando suporte ao setor imobiliário.

As comercializações dentro do programa habitacional saltaram 25,8% no primeiro semestre versus um ano antes, enquanto os lançamentos subiram 7,8% na mesma base.

Quando o recorte é o segundo trimestre, no entanto, os lançamentos caíram 15,5% ante os meses de abril a junho de 2024, e as vendas subiram 11,9%.

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Em termos gerais, o volume de moradias lançadas também caiu no segundo trimestre em relação ao registrado nos três meses encerrados em junho do ano passado (-6,8%), embora as vendas tenham apresentado alta (+2,6%) na mesma comparação.

“Com as vendas crescendo mais que os lançamentos, a oferta final de imóveis novos que estavam disponíveis para comercialização caiu 4,1% entre junho de 2024 e junho de 2025, num total de 290 mil”, disse a Cbic em apresentação.

“Isso representa a menor taxa de escoamento da oferta já registrada no indicador nacional, com 8,2 meses sendo necessários para que todos esses imóveis se esgotem.”

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(Por Patricia Vilas Boas)



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