segunda-feira , 22 junho 2026
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Cooperativas do Pará levam experiências de sustentabilidade para representar o Brasil na COP 30




Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA).
Camta
O cooperativismo do Pará estará presente na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém, de 10 a 21 de novembro de 2025.
Sete cooperativas do estado foram escolhidas em um edital nacional do Sistema OCB e vão representar o Brasil em painéis e exposições sobre sustentabilidade e inovação.
As cooperativas COOPATRANS, CAMTA, SICOOB COOESA, COOMFLONA, COOPERNORTE, TURIARTE e FECOGAP apresentarão cases que mostram como a atuação cooperativista contribui para uma transição climática justa na Amazônia.
As apresentações ocorrerão em espaços organizados pelo Sistema OCB e em áreas parceiras do Governo Federal, como o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
De acordo com o edital, os projetos abordam temas alinhados aos cinco eixos do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30:
segurança alimentar,
financiamento climático,
transição energética,
bioeconomia
e mitigação de riscos climáticos.
Iniciativas de destaque
Entre os cases selecionados está o da COOPATRANS, de Medicilândia, com o projeto “Chocolates da Cacauway: um negócio de impacto social”, que valoriza a produção de cacau e a agricultura familiar.
Já a CAMTA, de Tomé-Açu, reconhecida nacionalmente, apresentará a trajetória em sistemas agroflorestais sustentáveis.
O SICOOB COOESA levará a iniciativa “Cooperativa Mirim Marajoara”, que une sustentabilidade e educação cooperativista entre crianças e adolescentes do Marajó.
A COOMFLONA mostrará o modelo de “Manejo Florestal Sustentável na Flona do Tapajós”, referência internacional em manejo comunitário.
A COOPERNORTE destacará a parceria com a Embrapa no projeto “Inovação e resiliência climática para a Amazônia”, com foco em práticas de baixo carbono.
De Santarém, a TURIARTE apresentará o case “Geração de renda sustentável com artesanato e turismo comunitário”, que une bioeconomia e valorização cultural.
Já a FECOGAP, federação das cooperativas de garimpeiros, demonstrará como o cooperativismo mineral pode atuar na formalização do setor e na recuperação ambiental.
Protagonismo amazônico
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a presença das cooperativas paraenses na COP30 reforça o papel estratégico da região nas discussões globais sobre clima e desenvolvimento sustentável.
“Com o apoio técnico e institucional do Sistema OCB/PA, o cooperativismo paraense demonstra sua capacidade de gerar impacto ambiental positivo, fortalecer comunidades e inspirar novas formas de desenvolvimento sustentável na Amazônia”, afirmou Raiol.
As experiências das cooperativas paraenses integrarão uma programação voltada à troca de soluções práticas para desafios ambientais contemporâneos, colocando a Amazônia no centro das ações de economia verde e inovação social durante a conferência.
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