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Preços de importados dos EUA ficam inesperadamente estáveis em setembro


WASHINGTON, 3 Dez (Reuters) – Os preços de importados dos Estados Unidos ficaram inesperadamente inalterados em setembro uma vez que os altos custos de bens de consumo, excluindo veículos automotores, foram compensados por produtos de energia mais baratos.

A leitura estável dos preços de importados, relatada pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quarta-feira, seguiu-se a um ganho de 0,1% em agosto em dado revisado para baixo.

Economistas consultados pela Reuters previam que os preços de importados, que excluem as tarifas, subiriam 0,1%, depois de um avanço de 0,3% relatado anteriormente em agosto.

Nos 12 meses até setembro, os preços de importados aumentaram 0,3%. Esse foi o primeiro aumento anual desde março e seguiu-se a uma queda de 0,1% em agosto.

O relatório foi adiado por uma paralisação recorde de 43 dias do governo. Até o momento, o repasse das tarifas para os preços ao consumidor tem sido modesto, com os economistas dizendo que as empresas estavam optando por absorvê-las.

Entretanto, os economistas continuam esperando uma aceleração no ritmo de repasse, argumentando que um declínio contínuo nas margens das empresas seria insustentável e poderia prejudicar os gastos com capital e mão de obra. Na semana passada, o governo relatou aumento nos preços dos produtos ao produtor em setembro, impulsionado principalmente pelos custos mais altos de alimentos e energia.

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Os preços dos combustíveis importados caíram 1,5% em setembro, depois de terem diminuído 0,5% em agosto. Os preços do gás natural recuaram 3,0%. Os preços dos alimentos diminuíram 0,8%. Excluindo combustíveis e alimentos, os preços de importados aumentaram 0,3%. O núcleo dos preços de importados aumentaram pela mesma margem em agosto. Nos 12 meses até setembro, ele avançou 0,8%.

Isso reflete parcialmente a fraqueza do dólar em relação às moedas dos principais parceiros comerciais dos EUA.



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