quinta-feira , 18 junho 2026
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‘Reação ao meu nome foi muito pior’, diz Haddad ao defender Guilherme Mello no BC


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que a reação do mercado à possível indicação do economista Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central foi menor do que a resistência enfrentada por ele próprio quando seu nome surgiu para comandar o Ministério da Fazenda, no início do governo Lula.

“Quando surgiu o meu nome para ministro da Fazenda, a reação foi muito pior do que a do Guilherme Mello. Muito pior”, disse Haddad, em evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Segundo o ministro, reações negativas fazem parte do “jogo” e não são determinantes. “Teve gente que se desesperou, deve ter vendido ação e deve estar arrependido, porque hoje a Bolsa está em 190 mil pontos. Teve gente que comprou dólar a R$ 6, deve estar arrependido, porque hoje poderia estar comprando a R$ 5,20”, afirmou.

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Haddad também buscou esclarecer o processo de escolha de nomes para cargos no BC. Segundo ele, não se trata de uma indicação formal, mas de uma sugestão encaminhada para avaliação.

“O presidente consulta seus principais interlocutores na área econômica e pergunta se a pessoa tem alguma sugestão. Não é uma indicação, é uma sugestão”, disse. De acordo com o ministro, os nomes de Guilherme Mello e de Thiago Cavalcante foram levados tanto ao presidente do Banco Central quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de 90 dias.

Questionado se houve conversa prévia com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, Haddad reiterou que os nomes foram apresentados apenas para avaliação. “Quando a gente sugere um nome, é para avaliação. Não existe isso de bater martelo”, afirmou.

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A fala ocorre em meio à resistência de parte do mercado às indicações, diante de críticas recorrentes de setores do PT à autonomia do BC e de receios sobre a orientação futura da política monetária.

O ministro disse conhecer o trabalho de Guilherme Mello nos últimos três anos e afirmou que se sentiu “muito à vontade” para apresentar o nome ao Planalto e ao Banco Central. “Eu conheço o trabalho que o Guilherme fez nesses três anos”, disse.



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