quinta-feira , 18 junho 2026
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Estudantes da escola Pedroso protestam na Av. João Paulo II, em Belém, por obras intermináveis e prédio infestado de mosquitos




Prédio ao lado de espaço provisório de escola tem condições precárias e focos do mosquito da dengue, em Belém.
Reprodução / Sesma
Estudantes da Escola Estadual Pedroso, em Belém, protestaram na manhã desta sexta-feira (13) na Avenida João Paulo II, bairro do Marco, próximo à Travessa Dr. Freitas. O ato apontou as condições precárias de um prédio ao lado do espaço temporário usado para aulas enquanto a sede original passa por obras que se arrastam há meses.
Segundo relatos de moradores e dos próprios estudantes, o local vizinho ao espaço provisório está infestado de insetos vetores, como o mosquito Aedes aegypti (transmissor de dengue, zika e chikungunya), com risco à saúde dos alunos.
Agentes do 1º Batalhão da Polícia Militar estiveram no local para monitorar a manifestação e evitar transtornos no trânsito. A manifestação foi interrompida durante a chuva forte que caiu no início da tarde e, segundo a PM, a via foi totalmente liberada.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disse que as obras na escola “estão em fase de finalização” e que a “unidade passa pelos últimos ajustes estruturais e de acabamento para que possa atender estudantes e servidores com mais conforto, segurança e qualidade no ambiente escolar”.
A Polícia Militar do Pará informa que equipes do 1º BPM estiveram no local acompanhando a manifestação. No início da tarde, a via foi totalmente liberada.
De acordo com os estudantes, o protesto ganhou força após um relatório oficial da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), datado de 10 de março de 2026, que confirma focos de larvas e mosquitos no imóvel situado na João Paulo II, SN, entre as ruas Enéas Pinheiro e Pirajá.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Relatório confirma infestação
O documento, assinado pelo coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD), Tadeu Rogério Marinho Morais, descreve o prédio como totalmente abandonado, sem portas e janelas, usado para descarte irregular de lixo e necessidades fisiológicas de moradores de rua.
Entre as irregularidades apontadas:
Recipientes com água e foco de mosquitos na área externa, incluindo louça de banheiro e uma cisterna sem tampa;
Grandes infiltrações no teto, causando acúmulo de água no chão interno com larvas, pupas e mosquitos em toda a extensão;
Cisterna interna com grande volume de água e foco de Aedes aegypti;
Acúmulo de água na cobertura, agravado por infiltrações.
A equipe da Sesma realizou vistoria em 5 de março e aplicou tratamento larvicida (Vecto-bac WG) nas áreas afetadas, além de quebrar recipientes com foco. O relatório alerta que a infiltração contínua pode reacender o problema.
Vizinhos relatam que as aulas ocorrem nesse ambiente desde o início das obras na sede original da escola Pedroso, sem previsão de conclusão, o que motivou o ato.
O bloqueio na Av. João Paulo II, uma das principais vias do bairro Marco, complicou o trânsito na região, afetando moradores, trabalhadores e usuários do transporte público.
Alunos envolvidos no protesto pedem intervenção imediata da Seduc para garantir um ambiente seguro e saudável para as aulas. A escola Pedroso atende centenas de estudantes da rede estadual.
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