quinta-feira , 18 junho 2026
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Clube da Luta Feminina lança jornal ‘Manas’ para ampliar a voz de mulheres do oeste do Pará




Entrega do Jornal Manas durante a programação de dia das mulheres no STTR de Mojuí dos Campos
Clube da Luta Feminina
As mulheres de Santarém e cidades vizinhas ganharam um novo instrumento de informação e mobilização neste mês de março. Em celebração ao Mês da Mulher, o Clube da Luta Feminina lançou oficialmente o jornal impresso Manas, voltado ao fortalecimento da comunicação comunitária e ao empoderamento econômico de moradoras da região oeste do Pará.
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Fundado em 2021 na ocupação do Juá, em Santarém, o Clube da Luta Feminina surgiu para apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, muitas sem renda própria e dependentes de benefícios governamentais ou de trabalhos informais para sustentar suas famílias. Atualmente, o projeto mantém sede no bairro Santarenzinho.
Com o jornal Manas, o clube amplia sua missão de informar e conectar mulheres, principalmente aquelas que muitas vezes não têm acesso à internet ou a outros meios de comunicação.
A primeira edição começou a circular no dia 7 de março, em Mojuí dos Campos, durante programação do Dia da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STRR), com participação de agricultoras familiares. Entre os temas abordados estão empoderamento econômico, mudanças climáticas, agroecologia, saúde mental e feminicídio.
“Além da pauta do empoderamento econômico, o Clube também entende a comunicação como uma ferramenta de luta e empoderamento das mulheres, afinal uma mulher bem informada consegue ir mais longe na luta pelos seus direitos”, destacou a fundadora do Clube da Luta Feminina, Isabelle Maciel.
O clube já mantém desde 2021 o programa de rádio “Voz Para Todas”, e o jornal impresso busca ampliar o acesso à informação para mulheres que não têm internet ou telefone.
Outra distribuição do jornal ocorreu na comunidade Aramanaí, em Belterra, durante encontro com mulheres da Associação Comunitária Iara. A atividade incluiu roda de conversa sobre mulheres e justiça climática, conduzida pela jornalista e voluntária Lanna Paula Ramos, além de uma oficina de pintura em pano de prato com a artesã Conce Gomes.
Para a comunitária Maria Rosinete, integrante da associação, discutir mudanças climáticas a partir da realidade feminina é essencial. “A gente tem que preservar o que ainda temos, porque senão não vamos mais ter árvores, rios. Então precisamos preservar e juntar as mulheres numa luta feminina. Adorei conhecer o Clube da Luta Feminina”.
A expectativa é que o Jornal Manas tenha edições mensais, mas a continuidade do projeto depende de apoio financeiro e parcerias. No site do projeto é possível encontrar as formas de apoiar o projeto e também de baixar gratuitamente a primeira edição do jornal.
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