quinta-feira , 18 junho 2026
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Pessimismo domina indústria e já atinge 23 setores em março, diz CNI


A falta de confiança na indústria brasileira se espalhou em março e já atinge 23 dos 29 segmentos, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O número é o maior desde janeiro de 2025 e indica um avanço da desconfiança ao longo de 2026.

Em janeiro deste ano, eram 20 setores sem confiança. Em fevereiro, o número subiu para 21 e agora chegou a 23, deixando apenas seis segmentos ainda otimistas.

O  principal fator a pressionar a confiança entre os empresários continua sendo o nível elevado de juros, segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. “A recente redução da taxa básica não foi suficiente para mudar o quadro, porque os juros ainda estão muito altos, e a queda de apenas 0,25 ponto percentual é insuficiente para reverter a falta de confiança e estimular a atividade industrial”, afirma.

Leia também: Indústria elogia queda de juros, mas acha corte insuficiente para recuperar perdas

Confiança cai em todo o país

O recuo do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) foi generalizado e atingiu todas as regiões do Brasil. No Sul e no Sudeste, o índice caiu para 44,8 pontos e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo. Já no Centro-Oeste e no Norte, a queda foi ainda mais intensa, chegando a 2,6 e 1,6 pontos, fazendo com que as duas regiões deixassem o campo da confiança e passassem para o da desconfiança.

O Nordeste foi a única exceção. Apesar de uma leve queda, de 53,1 para 52,8 pontos, a região ainda mantém empresários confiantes. Pelo indicador da CNI, resultados abaixo de 50 pontos sinalizam falta de confiança.

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A perda de confiança também aparece quando se analisa o porte das empresas. Entre as pequenas indústrias, o ICEI caiu de 47,6 para 46,1 pontos. Nas médias, recuou de 49,3 para 47 pontos. Já nas grandes empresas, a queda foi mais moderada, de 49,2 para 48,7 pontos, mas ainda mantendo o índice abaixo da linha de confiança.

O avanço do pessimismo indica um ambiente mais desafiador para a indústria nos próximos meses. Com crédito caro e atividade enfraquecida, empresários tendem a adiar investimentos, reduzir produção e adotar uma postura mais cautelosa, conforme a CNI.



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