quinta-feira , 18 junho 2026
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BC vivencia processo de luto por causa de servidores envolvidos com Master


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira, 26, que a autarquia vive um “processo de luto” por conta do envolvimento de servidores da instituição no escândalo do Banco Master. Segundo Galípolo, o sentimento foi de “consternação” quando vieram à tona as notícias de envolvimento do ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana.

Galípolo destacou, contudo, que a ética, retidão e a governança são valores presentes no dia a dia do BC e que, assim que os problemas ficaram conhecidos, a autarquia se preocupou em dar uma resposta rápida para ajudar a sanear as questões.

“A casa o BC também tem entendimento de que a governança que funciona da maneira como ela funciona por colegiados, por processos, contribuiu também para que a gente pudesse fazer todo o nosso trabalho e pudesse identificar tudo o que foi identificado”, mencionou o presidente do BC.

Galípolo reconheceu, contudo, que o BC hoje tem algumas limitações para contornar esses problemas, que decorrem da falta de ferramentas legais para agir.

PLP da Resolução Bancária

Nesse sentido, o banqueiro central lembrou que mecanismos, como o projeto de lei complementar (PLP) da Resolução Bancária, vem sendo discutido já há dez anos, sem uma definição clara. “Vai completar uma década de discussão e seria muito importante que a gente pudesse ter uma atualização de uma legislação que tem mais de 50 anos e que a gente pudesse ter ferramentas para poder fazer a atuação em casos de problema de estabilidade de maneira mais rápida, com mais instrumentos, com mais ferramentas.”

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Galípolo defendeu a importância do PLP e Galípolo afirmou que o projeto representará um avanço muito importante. Disse que o PLP é um catch-up do que já é adotado internacionalmente. Ressaltou também a importância de discutir o projeto no momento atual, antes de que os instrumentos presentes nele sejam demandados por uma crise.

“A história mostra que, no final do dia, a gente tem que usar essas ferramentas para discutir se a gente vai fazer isso em tempo de paz e calmaria, que a gente pode debater de maneira tranquila, ou se a gente vai ser pressionado”, afirmou o presidente do BC.

O projeto chegou a entrar na pauta da Câmara dos Deputados em março, mas a votação foi adiada por falta de acordo político.

Galípolo participou de entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre de 2026.



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