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Famílias do Tapanã seguem sem auxílio após alagamentos em Belém



Famílias impactadas por alagamentos ficam sem auxílio emergencial em Belém
As chuvas e os alagamentos que atingem Belém têm deixado prejuízos profundos para moradores de áreas periféricas, especialmente no Tapanã, onde famílias relatam que continuam sem receber o auxílio emergencial prometido após a enchente de abril.
Em ruas como a passagem Fé em Deus e a passagem Olho D’Água, moradores dizem que perderam móveis, eletrodomésticos e até condições básicas de moradia.
A Prefeitura de Belém decretou estado de emergência em 19 de abril por causa da chuva considerada a maior em 10 anos na capital. O decreto previa facilitar o uso de recursos para ações emergenciais e pedir apoio aos governos estadual e federal.
Em abril, também foi criado um programa emergencial de transferência de renda para até 3 mil famílias, com benefício de até um salário mínimo, mas moradores do Tapanã afirmam que, até o momento, a ajuda não chegou.
A reportagem solicitou posicionamento da prefeitura, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta matéria.
Na casa de Marlene Gemaque, a água invadiu tudo. Sofá, fogão, máquina de lavar, guarda-roupa e outros móveis foram danificados, e rachaduras surgiram nas paredes depois da enxurrada.
Autônoma, ela afirma que chegou a fazer mais de 10 cadastros em diferentes pontos, recebeu visitas técnicas, mas ainda não viu o benefício chegar. “No momento não dá pra comprar nada”, resumiu.
Outra moradora afetada é Maria Isabel Pereira, que cria sozinha os dois netos, de 10 e 12 anos, em um espaço improvisado com duas camas e a cozinha reduzida ao que sobrou após o alagamento.
O teto baixo, quente e com goteiras mostra a precariedade da estrutura, enquanto bacias espalhadas pela casa tentam conter a água da chuva. Ela também afirma que foi informada sobre um possível cheque moradia, mas aguarda resposta até agora.
O drama se repete em outras casas da região. A moradora cadeirante Cheulri Pamplona contou que precisou abandonar a própria residência depois de contrair erisipela por causa da água suja e hoje vive de favor com uma vizinha.
Já o autônomo Fabiano Rodrigues afirma que a família foi cadastrada pela Defesa Civil e pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa), registrou boletim de ocorrência e segue sem retorno.
“Cadê esse auxílio?”, questiona.
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