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Profissionais da saúde paralisam setor de cirurgias do PSM do Guamá, em Belém




PSM do Guamá, em Belém
Comus
Profissionais da saúde anunciaram paralisação dos atendimentos no setor de cirurgias do HPSM do Guamá nesta segunda-feira (22).
A paralisação se soma às que já ocorrem em outras unidades de saúde na capital paraense. Apenas pacientes graves são atendidos.
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Sem salários, anestesistas param atividades em Belém e Defensoria cobra explicações
Em documento, obtido pelo g1 Pará, os trabalhadores informaram que “se reservam ao atendimento a pacientes graves, devido ao atrasado no pagamento e pela falta de programação e organograma claro dos pagamentos”.
Na unidade, estão mantidos os seguintes atendimentos:
Ferimento corto-contuso sangrante
Avaliação sala vermelha
Paciente vítima de arma branca/fogo
Dor abdominal com sinais de sepse ou gravidade
Entre os serviços paralisados estão:
Ferimento corto-consuto sem sangramento
Abscesso cutâneo/furúnculo
Paracentese/toracocentese
Mordida de animais
Avaliação de dor abdominal sem sinais de sepse ou gravidade
O g1 solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.
A paralisação por falta de pagamentos não atinge somente o HPSM do Guamá, na unidade Mário Pinotti, da tv. 14 de março, os anestesistas também estão paralisados, desde 1º de junho.
Crise na saúde
A falta de pagamento da Prefeitura de Belém aos médicos anestesiologistas que atendem pela rede SUS provocou a paralisação de procedimentos eletivos em hospitais da capital.
A categoria afirma que os atrasos vêm se acumulando desde 2024 e chegaram a um ponto de “insustentabilidade financeira”, com mais de R$ 1 milhão em valores federais de 2024 ainda sem repasse. O g1 também questionou a prefeitura sobre esta denúncia e aguarda retorno.
Segundo a Sociedade de Trabalho dos Anestesiologistas do Pará (STAP), o problema atinge o Hospital Ordem Terceira e outras unidades conveniadas. Atualmente, os procedimentos eletivos estão suspensos no Hospital Ordem Terceira, no Hospital Maradei, na Beneficência Portuguesa e no Pronto-Socorro do Guamá.
Dívidas acumuladas
De acordo com a entidade, os valores em atraso envolvem diferentes frentes de pagamento, incluindo recursos do SUS Federal, contrapartida municipal, SUS FAEC, SUS Ambulatorial e plantões em hospitais da rede. Há pendências referentes a meses de 2024, 2025 e início de 2026, o que, segundo os médicos, tornou a situação “devastadora”.
A STAP afirmou que a principal cobrança é pelo pagamento de competências antigas, como setembro e outubro de 2024, ainda sem quitação.
A entidade também critica o argumento de que a dívida não poderia ser paga por se tratar de uma gestão anterior, destacando que o trabalho foi prestado em plantões noturnos, feriados e períodos de grande demanda.
Atendimentos mantidos
Apesar da paralisação, os anestesiologistas dizem que os atendimentos de urgência e emergência seguem funcionando normalmente nas unidades. A suspensão atinge apenas as cirurgias eletivas, que podem ser reagendadas sem risco imediato à vida do paciente.
No caso do Pronto-Socorro do Guamá, o atendimento tinha sido mantido “por causa da gravidade da situação e da distância da unidade”, mas agora também está paralisado no setor de cirurgias.
Diálogo travado
A STAP afirma que o contato direto com a Prefeitura de Belém e com a Secretaria Municipal de Saúde ainda não avançou.
Segundo a entidade, o diálogo tem ocorrido principalmente por meio do setor jurídico, e uma reunião com mediação do Ministério Público Estadual (MPPA) chegou a estabelecer a expectativa de regularização dos pagamentos do ano corrente, o que não aconteceu mas já está com data marcada: nesta quinta-feira (25).
A categoria também informou ter concedido um prazo de 30 dias para que a Prefeitura apresente um plano de pagamento das dívidas de 2024, prazo que termina no fim deste mês. Enquanto isso, os médicos dizem que seguem trabalhando para evitar que a crise afete ainda mais a população.
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