segunda-feira , 13 abril 2026
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“A Riqueza das Nações” completa 250 anos; por que a obra de Smith é importante?


Hoje, 9 de março, é comemorado o aniversário de 250 anos da primeira publicação de “A Riqueza das Nações”, do filósofo moral escocês Adam Smith, considerada a obra fundadora da economia moderna. Ao buscar responder de forma sistemática à pergunta: por que algumas nações são ricas e outras são pobres, o trabalho de Smith estabeleceu as bases para a compreensão das dinâmicas da economia política e da evolução social.

Mas sobre o que esse livro publicado originalmente em 1776 fala? Para Smith, a verdadeira riqueza de uma nação não era o ouro ou a prata que ela possuía, mas a capacidade de produzir bens e serviços úteis – ou seja, o produto do trabalho. Assim, a prosperidade dependeria tanto de quanto cada trabalhador consegue produzir em determinado tempo como da proporção de pessoas engajadas em trabalho produtivo em relação ao trabalho “improdutivo”.

Há no livro uma clara crítica ao mercantilismo, sistema econômico que prevalecia na época e que valorizava a acumulação de metais preciosos como medida de riqueza de uma nação.

Viva do lucro de grandes empresas

O trabalho também defende que a qualidade das instituições, da educação, da organização do trabalho e da liberdade econômica influenciam essa produtividade.

Um conceito clássico sempre citado sobre a obra é o da divisão do trabalho: quando o trabalho é dividido em tarefas específicas, a produção aumenta drasticamente. O primeiro exemplo do livro é o de uma fábrica de alfinetes. Um trabalhador sozinho faria poucos alfinetes por dia, ou talvez nenhum. Mas dividindo o processo em várias etapas — esticar o arame, cortar, afiar, colocar a cabeça, etc — com cada pessoa especializada em uma parte, a produção total explode.

Há na obra uma visão realista da natureza humana: ele admite que as pessoas buscam o próprio interesse. Porém, essa busca individual em um ambiente de concorrência e respeito à propriedade, pode gerar benefícios coletivos. Foi Smith que teorizou sobre uma “mão invisível” do mercado, gerada naturalmente pela interação entre produtores e consumidores e mediada pelos preços e responsável pela alocação de recursos.

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Os preços de mercado flutuam em torno de um preço natural, que cobre salários, lucros e rendas normais. Quando algo está caro, atrai mais produtores; quando está barato demais, produtores saem. Esse movimento tende a equilibrar oferta e demanda. O autor reconhece que essa relação não significa que tudo ficará perfeito ou justo, mas que o sistema de mercados é, em geral, mais eficiente do que o controle do Estado nessa mediação.

Os demais capítulos da obra explicam minuciosamente como funciona a acumulação de capital, a poupança e o investimento, os salário e os lucros. E faz uma crítica ao protecionismo excessivo e a intervenção estatal a serviço de interesses particulares.



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