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Agências dos EUA temem que atropelamento em Nova Orleans inspire outros ataques


Forças de segurança e agências de inteligência dos Estados Unidos estão preocupadas com novas ocorrências de ataques com veículos atropelando pessoas, depois do que ocorreu na véspera do ano novo em Nova Orleans, em ato realizado por um veterano do Exército, informou um boletim de inteligência publicado nesta sexta-feira (03).

O documento foi publicado um dia depois de o FBI dizer que Shamsud-Din Jabbar, homem de 42 anos que nasceu no Texas, foi “100% inspirado” pelo Estado Islâmico para jogar uma caminhonete uma multidão que comemorava o Ano Novo, matando pelo menos 14 pessoas e ferindo dezenas.

Jabbar, que tinha uma bandeira do Estado Islâmico hasteada na traseira da caminhonete alugada, morreu em um tiroteio com a polícia.

O FBI, o Departamento de Segurança Nacional e o Centro Nacional de Contraterrorismo “estão preocupados sobre possíveis ataques similares ou retaliadores”, afirmou o boletim de inteligência publicado pelas três agências.

Esse tipo de ataque “deve continuar atrativo para inspirar agressores, dada a facilidade de aquisição de veículos e o nível baixo de habilidade necessário para conduzir um ataque”, explicou o informe emitido pelas agências de segurança norte-americanas.

O boletim lembrou que, até a quinta-feira (02), o Estado Islâmico não havia reivindicado a autoria do ataque em Nova Orleans.

Mas apoiadores do grupo comemoraram na internet a realização desse ato e também de outro similar em 20 de dezembro, na Alemanha, mesmo que aquele incidente aparentemente não tenha sido inspirado pelo grupo militante, informou.

Segundo o documento, pessoas usaram esses ataques para “pedir por mais violência contra grupos específicos, especialmente imigrantes ou muçulmanos”.

Grupo Terrorista

O Estado Islâmico continua espalhando suas ideias e recrutando simpatizantes na internet, apesar de ter sofrido grandes derrotas contra uma coalizão liderada pelos EUA, que recapturou o “califado” que os militantes estabeleceram na Síria e no Iraque em 2014.

O comunicado pediu que membros das forças e empresas privadas de segurança estejam cientes de que, em muitos casos passados, os envolvidos em casos de veículos usados para atropelar pessoas também estavam armados e continuaram seus ataques com armas de fogo ou pontiagudas.

A fatalidade em 1º de janeiro, ocorrida no lotado Bairro Francês de Nova Orleans, foi o sétimo ataque nos EUA, desde 2001, inspirado em organizações extremistas estrangeiras, relatou o boletim.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está mantendo o presidente eleito, Donald Trump, e sua equipe cientes das investigações sobre o ataque em Nova Orleans e uma explosão ocorrida no mesmo dia em frente ao Trump Hotel em Las Vegas, informou uma fonte próxima ao tema.



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