segunda-feira , 13 abril 2026
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Policial rodoviário do PA é preso suspeito de receber R$ 50 mil para fazer prova no lugar de candidato em concurso da PM do Tocantins




Policial é preso suspeito de receber R$ 50 mil para fazer concurso no lugar de outro
Um policial rodoviário federal foi preso em Marabá, no sudeste do Pará, por suspeita de envolvimento em uma fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins. Segundo as investigações, ele teria recebido R$ 50 mil para fazer a prova no lugar de um candidato, em junho do ano passado.
A prisão ocorreu durante a operação Última Etapa, deflagrada na quarta-feira (18) no Pará e também em Pernambuco, Paraíba e Goiás. Ao todo, oito pessoas foram presas.
A fraude teria ocorrido na primeira fase do concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizada em 15 de junho de 2025. Cinco candidatos teriam pago outras pessoas para fazer as avaliações da primeira etapa no lugar deles, desembolsando até R$ 50 mil para isso.
O esquema foi descoberto após a polícia concluir que as digitais e assinaturas colhidas no dia da prova não eram compatíveis com os registros de outras fases do concurso.
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A Polícia Militar do Tocantins informou que os indícios de irregularidade foram identificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que compartilhou as informações com a Polícia Civil do Tocantins.
Em audiência de custódia, a Justiça do Tocantins decidiu manter a prisão de todos os investigados, inclusive do policial no Pará identificado como Daniel Alves da Silva Sobrinho. Entre os argumentos está a suspeita de fraudes em outros concursos públicos.
Documentos apreendidos com suspeito durante operação
SSP-TO/Divulgação
A PRF comunicou que acompanha o caso e apoia as instituições na apuração das fraudes. A defesa do policial investigado não se manifestou sobre as acusações.
Em nota, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca responsável pela prova, afirmou que está cooperando com as investigações e fornecendo as informações necessárias.
Ainda segundo a PM do Tocantins, “as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo”. Os cinco candidatos que teriam se beneficiado da fraude devem ser eliminados do concurso.
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