sexta-feira , 7 agosto 2026
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Governo aguarda detalhamento das tarifas de Trump; Lula ameaça retaliação


O governo brasileiro estuda quais medidas tomar para responder à ameaça das tarifas anunciadas por Donald Trump.

Trump prometeu reciprocidade nas tarifas de importação. E citou o caso do etanol brasileiro como uma das assimetrias mais graves da balança comercial americana. 

O presidente Lula apresentou uma versão diferente nesta sexta-feira, em entrevista à uma rádio do Pará. Ele lembrou o histórico da relação entre o Brasil e os Estados Unidos e criticou outro anúncio feito pela Casa Branca no início da semana, prometendo taxar qualquer importação de alumínio e aço em 25%.

“Se taxar o aço brasileiro vamos agir comercialmente. Ou vamos denunciar na Organização (Mundial) do Comércio, ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles. A relação do Brasil com os EUA é muito igualitária. Eles importam de nós US$ 40 bilhões. A gente importa deles US$ 45 bilhões. É o único país do mundo que tem superávit em relação ao Brasil. Queremos paz. Não queremos guerra. 

No dia anterior, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que o Brasil dialogue com os americanos para evitar a taxação. E disse não querer qualquer tipo de guerra comercial entre as duas maiores economias do continente.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu cautela na avaliação do impacto dos anúncios de Trump. 

O efeito que a nova política tarifária dos Estados Unidos vai ter no Brasil ainda é incerto. Nesta sexta-feira, em evento da Fiesp, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o país pode sofrer menos do que vizinhos que têm uma relação mais profunda com o mercado americano, como o México e o Canadá. o que evitaria, em tese, uma queda acentuada do valor do real.

“Perceba que há uma sutileza aqui. Não estou dizendo que com as tarifas é melhor para o Brasil, com certeza, não há dúvida que em qualquer condição do comércio global é melhor sem a gente ter uma guerra tarifária. Comparativamente, talvez para o Brasil seja menos prejudicial do que para o México”, avaliou Galípolo.



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