quinta-feira , 4 junho 2026
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Além de Bolsonaro, veja quem mais pode virar réu no STF na terça-feira (25)


O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para a próxima semana o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 pessoas na investigação sobre o plano golpista.

Na terça (25) e na quarta-feira (26), a Suprema Corte decidirá se aceita a denúncia da Procuradoria-geral da República (PGR) contra o chamado “núcleo 1” da trama golpista, um grupo formado pelos líderes da organização criminosa.

O julgamento será para decidir se o Supremo tornará os denunciados réus, com a abertura de uma ação penal para o início de um julgamento criminal.

Além de Bolsonaro, veja quem são os outros denunciados pela PGR que podem virar réus na próxima semana:

Mauro Cid

Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Cid é peça-chave na investigação por ter assinado delação premiada que norteou a ação da Polícia Federal (PF).

Walter Braga Netto

General, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, foi candidato a vice de Bolsonaro nas eleições de 2022. Preso em dezembro de 2024, é acusado de articular um golpe e tentar interferir na investigação, buscando acesso à delação de Mauro Cid.

Alexandre Ramagem

Deputado federal e ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro. Em 2024, a PF encontrou mensagem de Ramagem com orientações para o então presidente Jair Bolsonaro questionar as urnas eletrônicas após ser derrotado em outubro de 2022.

Almir Garnier

Almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro. Segundo as investigações, foi o único comandante das Forças Armadas a se colocar à disposição para um golpe de Estado. A adesão de Garnier ao plano teria servido para pressionar ainda mais o Alto Comando do Exército a aderir ao plano de golpe.

Anderson Torres

Ex-ministro da Justiça e ex-delegado da PF, foi pego com uma minuta de decreto que, segundo as investigações, seria encaminhado a Bolsonaro para instaurar Estado de Defesa no país e reverter a eleição de 2022. Após a derrota do ex-presidente no pleito, tornou-se secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e foi preso por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Augusto Heleno

General da reserva e Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro. Segundo a PF, golpistas planejavam um “gabinete de crise” sob o comando do militar.

Paulo Sérgio Nogueira

Ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, ele também é general da reserva e ex-comandante do Exército. Foi acusado de apoiar ataques ao sistema eleitoral, incentivar a tentativa de golpe e apresentar uma versão do decreto golpista para buscar respaldo dos comandantes das Forças Armadas.



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