quinta-feira , 18 junho 2026
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Após perder eleição, Fabrício Queiroz é nomeado para cargo em Secretaria no RJ


Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PL) investigado por um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi nomeado subsecretário de segurança de Saquarema, localizada a 150 quilômetros da capital fluminense.

A nomeação, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da cidade, foi assinada pela prefeita, Lucimar Vidal (PL). Queiroz vai ocupar um cargo comissionado vinculado à Secretaria Municipal de Segurança e Ordem. O decreto não traz o salário que ele receberá.

Queiroz disputou o cargo de vereador do município durante as eleições municipais, mas não conseguiu se eleger.

O ex-assessor recebeu 588 votos e ficou como primeiro suplente do PL. Além do comando do Executivo municipal, o partido elegeu três vereadores para a Câmara da cidade.

A CNN entrou em contato com a Prefeitura de Saquarema sobre a remuneração e as responsabilidades do cargo, mas não obteve retorno até o momento.

Investigado

Fabrício Queiroz é investigado por estar supostamente envolvido em um esquema de “rachadinhas” quando era assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador.

Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, em junho de 2020. Em março de 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou sua prisão, que na época, era domiciliar.

Em relação ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o STJ anulou, em novembro de 2021, as provas apresentadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra Flávio, como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos investigados.

Já em maio de 2022, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou uma denúncia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro no caso, que havia sido apresentado pelo Ministério Público em 2020.

O que é “rachadinha”?

A “rachadinha” é uma forma de desvio de dinheiro público por meio da verba de pagamento dos salários dos assessores de políticos.

No esquema, o assessor é obrigado a repassar parte da sua remuneração para o político que o contratou.



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