segunda-feira , 22 junho 2026
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BNDES e Cidades reduzem para 187 os projetos prioritários de transporte urbano


A última atualização do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) reduziu o número de projetos para as redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade até 2054 do país. Segundo o 5º boletim elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades, o número de projetos prioritários para as 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil nos próximos 30 anos passou de 194, em maio, para 187, em setembro.

Agora, são estimados investimentos da ordem de R$ 430 bilhões no período, sendo R$ 230 bilhões em metrôs, R$ 31 bilhões em trens, até R$ 105 bilhões em veículos leves sobre trilhos (VLT), até R$ 80 bilhões em bus rapid transit (BRTs) e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus. No boletim anterior, a estimativa estava em R$ 500 bilhões.

Na comparação entre os dois boletins, houve redução no número de projetos de BRT/VLT e monotrilho, mas foi ampliada a previsão para linhas de metrô.

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(Fonte: BNDES e Ministério das Cidades)

Os projetos listados devem agregar uma extensão total de 3.042 quilômetros à rede das regiões metropolitanas – sendo 2.410 km de novos trechos e 632 km com requalificações de sistemas existentes ou trechos coincidentes. Atualmente, as 21 regiões metropolitanas pesquisadas, distribuídas nas cinco regiões do país, têm 2.007 km de rede de transporte público.

O BNDES afirma que, para zerar o déficit de investimentos nos próximos 20 anos, seria necessário investir quase R$ 22 bilhões por ano, valor equivalente a cerca de 0,2% do PIB. Entre 2022 e 2024, o investimento médio foi de R$ 8,3 bilhões por ano.

Segundo o BNDES, a implementação de todos os projetos previstos no ENMUresultará na redução estimada de 8 mil mortes em acidentes de trânsito ao até 2054 nas 21 regiões listadas. Além disso, será evitada a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano, equivalentes a uma absorção de carbono de uma área estimada de floresta amazônica de 6.200 km², equivalente a 5 vezes a área do município do Rio de Janeiro.

Outros benefícios citados incluem a redução do custo da mobilidade urbana em cerca de 10%, considerando sistemas mais eficientes, e o aumento do acesso da sociedade a empregos, escolas, hospitais e áreas de lazer em menor tempo.

Haverá também redução no tempo médio de deslocamentos nas cidades, com um impacto econômico estimado de mais de R$ 200 bilhões.

Integram o estudo as regiões de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Santos (SP), Campinas (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Goiânia (GO), Distrito Federal, Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Teresina (PI), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Belém (PA) e Manaus (AM).

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Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou que o banco contribui com a produção de uma política pública para a formulação de uma estratégia nacional de mobilidade urbana, de longo prazo e sustentável, unindo esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. “O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, com um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”, disse.

Na opinião do ministro das Cidades, Jader Filho, os projetos selecionados mostram que o Brasil está buscando se adaptar às mudanças do clima, com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social. “Investir em transporte coletivo limpo é investir nas cidades e nas pessoas, para que os centros urbanos se tornem mais resilientes, com menos poluição e deslocamentos mais rápidos e seguros.”



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