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Brasil apoia cessar-fogo em Gaza


A linha de negociação que resultou no acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas é semelhante ao que o Brasil propôs, em 2023, quando estava na presidência rotativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A avaliação é de fontes do governo brasileiro ouvidas pela CNN.

Na época, a resolução proposta pelo Brasil previa o fim das hostilidades, pausa nos bombardeios — proferidos pelo governo de Benjamin Netanyahu em direção à Faixa de Gaza — em troca de reféns capturados e em posse do Hamas. Em resumo, a suspensão do conflito para ajuda humanitária.

No entanto, apesar de aprovado por 12 integrantes (Brasil, França, Malta, Japão, Gana, Gabão, Suíça, Moçambique, Equador, China, Albânia, e Emirados Árabes), a proposta foi vetada pelos Estados Unidos. Por isso, não seguiu adiante. Rússia e Reino Unido se abstiveram.

Apesar da solução ter vindo agora, o governo brasileiro, segundo apurou a CNN, viu com certa frustração o fato do acordo não ter sido fechado antes. O que gerou questionamentos como: quantas vidas foram perdidas entre outubro de 2023 e agora, janeiro de 2025?

Entenda

O governo de Israel e o Hamas concordaram com um cessar-fogo para a Faixa de Gaza e libertação gradual de reféns e prisioneiros palestinos, disse uma fonte à CNN.

O acordo não foi anunciado formalmente, mas o Hamas e grupos aliados devem libertar 33 reféns na primeira fase. Em troca, Israel libertará centenas de prisioneiros palestinos.

As negociações para chegar à segunda fase — que visa acabar com a guerra — começariam no 16º dia da implementação do acordo.

O escritório de mídia do Hamas na Faixa de Gaza está dizendo, aos moradores do território, para não se deslocarem até o início oficial do cessar-fogo.

“O Escritório de Mídia do Governo pede aos cidadãos honrados que não se movam antes do início oficial do cessar-fogo e que obtenham informações sobre o momento do cessar-fogo de fontes oficiais”, destacou o grupo radical em comunicado à imprensa.

Em uma declaração anterior, o grupo afirmou que havia consultado grupos aliados sobre o que havia sido proposto pelos mediadores.

“O movimento lidou com esse assunto com total responsabilidade e positividade, decorrente de seu dever para com nosso povo firme e resiliente na Faixa de Gaza, para parar a agressão sionista contra eles e pôr fim aos massacres e genocídios que eles estão enfrentando”, destacaram.



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