quinta-feira , 18 junho 2026
Lar Pará Bruno Mafra, da Bruno e Trio, é condenado por estupro das próprias filhas no Pará
ParáÚltimas notícias

Bruno Mafra, da Bruno e Trio, é condenado por estupro das próprias filhas no Pará




Artista Bruno, da banda Bruno e Trio
Victor Vidigal/g1
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) manteve, por unanimidade, a condenação do cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por estupro de vulnerável continuado contra suas próprias filhas.
Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos de idade, e veio a público em 2019 quando o caso foi denunciado.
O processo corre sob sigilo e teve julgamento em segunda instância na quinta-feira (26) pela 1ª Turma de Direito Penal.
Bruno foi condenado a 32 anos de prisão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável continuado. Ele não está preso. A defesa dele diz que vai recorrer e alega violações no processo (veja mais abaixo).
Segundo a relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos das vítimas foram consistentes e descreveram abusos que envolviam isolamento, manipulação psicológica, exibição de pornografia e atos libidinosos, incluindo sexo oral, ocorridos pelo menos três vezes.
✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Os depoimentos foram corroborados por familiares, como a mãe, a avó materna e um tio, além de um laudo sexológico que confirmou a materialidade do crime. A defesa pedia a absolvição por insuficiência de provas, mas o recurso foi negado.
Durante o julgamento, os magistrados expressaram preocupação com a frequência de casos de estupro de vulnerável cometidos por pais e parentes. Um dos julgadores mencionou estatísticas alarmantes de violência sexual contra crianças dentro de casa, destacando a gravidade social e os impactos geracionais desses crimes.
A decisão dos desembargadores valorizou a palavra das vítimas como prova fundamental em crimes sexuais, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O processo tramitou com sigilo apenas em relação às vítimas, permitindo a publicidade do nome do réu, conforme as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Outro lado
Em nota, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa do cantor, informou que o processo ainda está em curso e que serão adotadas as medidas recursais cabíveis. A defesa sustenta a existência de “relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida”.
Os advogados também registraram preocupação com a divulgação de informações de um processo que tramita sob sigilo, “circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação”.
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
Confira outras notícias do estado no g1 PA



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

ParáÚltimas notícias

Fraude na eleição do Crea-PA: Justiça torna réus funcionário e candidata

A suspeita de fraude surgiu após uma eleitora informar que, ao tentar...

ParáÚltimas notícias

Encontro em Belém debate sobre os direitos da natureza em meio ao avanço do petróleo na Amazônia

Evento debate direitos de povos tradicionais e proteção de territórios, no Pará...

ParáÚltimas notícias

Acidente na BR-010: caminhoneiro que matou 6 é solto após fiança

De acordo com a Polícia Civil, o caminhoneiro apresentou versões diferentes no...

ParáÚltimas notícias

Caminhão a serviço de concessionária de energia pega fogo em Ananindeua

Caminhão a serviço de concessionária de energia pega fogo em Ananindeua, na...

TV CATRAIA WEB