quinta-feira , 18 junho 2026
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Cabo da reserva da Marinha é preso em Belém por tráfico de pessoas e falsificação de documento para registrar bebê de 6 meses




PM da reserva da Marinha é preso em Belém por tráfico de pessoas
Reprodução / Polícia Civil
A Polícia Civil do Pará deflagrou na segunda-feira (23) a “Operação Origem” em Belém, resultando na prisão preventiva de um cabo da reserva da Marinha do Brasil suspeito de tráfico de pessoas, falsificação de documento público e uso de documento falso.
O preso, identificado pela polícia como Frank William Pereira Pacheco, foi alvo de mandado de prisão e buscas domiciliares.
A ação, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA-DATA Belém) com apoio do Grupo de Trabalho em Vulneráveis (GTV/NIP), mira a localização de um bebê de 6 meses, possível vítima de tráfico humano.
O g1 tentava contato com a defesa dele, mas ainda não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem.
As investigações revelam que Pacheco usou uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada, emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança, para registrar fraudulentamente um recém-nascido.
O documento falso indicou a criança como filha de Pacheco e de Sebastian Silva dos Santos, suposta mãe, segundo as investigações. Na verdade, a genitora real deu à luz a outro bebê em agosto de 2025 e, ao buscar o cartório para registrar o filho com a segunda via da DNV, descobriu o registro anterior em seu nome, mas com pai desconhecido e foto divergente na identidade.
As perícias papiloscópica e documentoscópica confirmaram as inconsistências biométricas e biográficas, provando a falsidade do documento.
Suspeitas
Inicialmente, o caso apontava para adoção ilegal, mas a polícia agora investiga tráfico de pessoas. Durante as buscas, o bebê de 6 meses registrado como filho de Pacheco não foi encontrado com a família, que nega conhecê-lo.
O investigado alegou ter achado a DNV e documentos na rua, registrando a criança só para obter auxílio-natalidade, insistindo que o bebê “jamais existiu”. A versão é considerada inconsistente para a polícia.
No histórico policial, Pacheco tem antecedentes por falsificação de documentos de veículos e cumpre pena em regime aberto por esses crimes.
Na operação, foi apreendido o celular de Pacheco, que foi interrogado e está à disposição da Justiça.
As diligências prosseguem para localizar o bebê, esclarecer a origem dele e identificar outros envolvidos no tráfico de pessoas e falsificação em Belém.
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