quinta-feira , 2 julho 2026
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Chegada de Gleisi na articulação reforça núcleo político de Lula


O presidente Lula anunciou Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais, no lugar de Alexandre Padilha. Na dança das cadeiras dos ministérios, a chegada de Gleisi é vista como um fortalecimento dos círculos de confiança de Lula – e um afastamento do Congresso.

A nova ministra prometeu diálogo com as demais siglas e lideranças políticas, além de buscar uma construção conjunta com partidos aliados, com a Câmara e com o Senado Federal. Ela também agradeceu ao presidente Lula pela vaga.

A posse está marcada para o dia 10 de março.

A escolha de Gleisi pesa frente à equipe econômica do governo – especialmente entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A presidente do PT, junto do ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem criticado publicamente decisões da Fazenda – que consideram muito “fiscalistas”. Quanto ao Banco Central, Gleisi reiteradamente condena o patamar dos juros e trata Galípolo como uma “vítima” das decisões do ex-presidente do banco, Roberto Campos Neto.

Alas do Legislativo apostam que a nova ministra vai ajudar a criar um “núcleo duro” no Planalto, buscando fortalecer o discurso para as eleições de 2026.

Lula vê Gleisi como uma articuladora política forte – especialmente durante a passagem dela pela Casa Civil, no primeiro governo de Dilma Rousseff.

Mesmo assim, parte da base governista teme que Gleisi piore a relação, que já é ruim, entre o governo e o Congresso. O grupo defendia para o posto um nome mais relacionado ao Centrão. A petista encontra dificuldades na articulação no baixo clero das casas e mantém posição crítica às emendas parlamentares.

A visão de Gleisi sobre as verbas agrada, por sua vez, os ministros do Supremo Tribunal Federal. A avaliação da Corte é que a deputada tem um discurso alinhado ao de Flávio Dino, com posicionamentos duros frente à rastreabilidade e ao tamanho dos recursos.

* com informações de Thais Herédia e Jussara Soares, da CNN Brasil





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