terça-feira , 23 junho 2026
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CNI vai liderar missão do setor industrial a Washington para negociar tarifaço


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai liderar uma missão empresarial a Washington, nos dias 3 e 4 de setembro, para ampliar o diálogo com autoridades norte-americanas e buscar alternativas à taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a iniciativa foi apresentada ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e reunirá federações industriais, associações setoriais e grandes empresas brasileiras.

“Nosso objetivo é sensibilizar o lado americano, levando propostas concretas de interesse mútuo, de forma a acelerar as negociações e incluir setores relevantes, mesmo aqueles com menor peso financeiro, mas grande representatividade industrial”, afirmou.

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A comitiva terá dirigentes de entidades como Abrinq (brinquedos), Abimaq (máquinas e equipamentos), Abit (têxtil), Abal (alumínio), Abiec (carnes), Abimci (madeira), Cecafé (café), ABFA (ferramentas), Anfacer (cerâmica), CentroRochas (rochas) e CICB (couro), além das federações estaduais das indústrias de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (Fiesc). Entre as empresas confirmadas estão Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy.

A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com a US Chamber of Commerce, autoridades do governo americano e empresários locais. Também está prevista a participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação da Seção 301.

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Além da defesa comercial, o setor industrial pretende apresentar propostas alinhadas a interesses dos EUA, como parcerias em combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), etanol, instalação de data centers no Brasil e exploração de minerais de terras raras. A articulação será conduzida pelo embaixador Roberto Azevêdo, com apoio da embaixada e de escritórios especializados em lobby.

Paralelamente, Alban discutiu com Alckmin contribuições para a medida provisória que busca mitigar os efeitos da tarifa. Entre as sugestões está permitir a inclusão de R$ 9,5 bilhões atualmente fora do arcabouço fiscal, medida que, segundo o presidente da CNI, reforçaria a credibilidade econômica do país.



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