quinta-feira , 4 junho 2026
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Colômbia negocia salvo-conduto para asilados na embaixada argentina na Venezuela


O governo da Colômbia está negociando com a Venezuela para conceder salvo-conduto aos seis venezuelanos que estão asilados desde março na embaixada argentina em Caracas, que está sob custódia do Brasil, disse o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo.

Durante a Cúpula dos Povos Afrodescendentes do Caribe Ocidental, o chanceler colombiano informou que conseguiram chegar a um acordo para que o governo venezuelano dê salvo-conduto a esses requerentes de asilo em troca de certos requisitos.

“Fui pessoalmente ao Brasil, por indicação do presidente [Gustavo] Petro, e depois fui ao Equador, porque na nossa conversa com o governo da Venezuela conseguimos obter salvo-conduto para estas seis pessoas”, indicou.

“Pediram que a Argentina libertasse uma pessoa muito próxima do governo da Venezuela e que Jorge Glas também recebesse salvo-conduto no Equador”, acrescentou.

Nesta quarta-feira (18), porém, a ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, descartou a proposta, argumentando que seu país “não é a favor da impunidade, é contra a corrupção e não é aliado do regime de Nicolás Maduro”, segundo publicação no X.

A CNN entrou em contato com os governos da Venezuela, Argentina e Brasil após as declarações de Murillo e aguarda retorno.

Entenda a crise na Venezuela

A oposição venezuelana e a maioria da comunidade internacional não reconhecem os resultados oficiais das eleições presidenciais de 28 de julho, anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, que dão vitória a Nicolás Maduro com mais de 50% dos votos.

Os resultados do CNE nunca foram corroborados com a divulgação das atas eleitorais que detalham a quantidade de votos por mesa de votação.

A oposição, por sua vez, publicou as atas que diz ter recebido dos seus fiscais partidários e que dariam a vitória por quase 70% dos votos para o ex-diplomata Edmundo González, aliado de María Corina Machado, líder opositora que foi impedida de se candidatar.

O chavismo afirma que 80% dos documentos divulgados pela oposição são falsificados. Os aliados de Maduro, no entanto, não mostram nenhuma ata eleitoral.

O Ministério Público da Venezuela, por sua vez, iniciou uma investigação contra González pela publicação das atas, alegando usurpação de funções do poder eleitoral.

O opositor foi intimado três vezes a prestar depoimento sobre a publicação das atas e acabou se asilando na Espanha no início de setembro, após ter um mandado de prisão emitido contra ele.

Diversos opositores foram presos desde o início do processo eleitoral na Venezuela. Somente depois do pleito de 28 de julho, pelo menos 2.400 pessoas foram presas e 24 morreram, segundo organizações de Direitos Humanos.



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