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Coreia do Sul: Yoon recusa interrogatório enquanto prazo da prisão aproxima


O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, não comparecerá a uma nova rodada de interrogatórios pelos investigadores nesta sexta-feira (17), disse seu advogado.

As autoridades enfrentam um prazo iminente para obter um mandado para estender prisão de Yoon ou libertar o líder.

Para manter Yoon sob custódia por mais tempo, os investigadores devem pedir nesta sexta-feira (17) a um tribunal que aprove um mandado de detenção por até 20 dias, disseram especialistas jurídicos.

Na quarta-feira (15), Yoon se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso, por uma investigação sobre se ele cometeu insurreição quando impôs brevemente a Lei Marcial no início de dezembro. Ele está detido no Centro de Detenção de Seul.

Embora os advogados de Yoon tenham contestado a legalidade de sua prisão, o Tribunal Distrital Central de Seul rejeitou a contestação nesta quinta-feira (15), decidindo que a prisão era legal.

O Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Nível (CIO), que está liderando a investigação criminal, chamou Yoon de volta para interrogatório nesta sexta-feira, mas seu advogado disse que o presidente suspenso não compareceria.

“Ele declarou completamente sua posição básica no primeiro dia (da prisão), e acreditamos que não há razão ou necessidade de responder ao estilo de perguntas e respostas”, disse o advogado de Yoon, Seok Dong-hyeon, em uma declaração.

Yoon, que bloqueou os esforços para interrogá-lo, também se recusou a ser interrogado nesta quinta-feira.

As autoridades têm 48 horas para interrogar o presidente acusado, após o que devem libertá-lo ou buscar um mandado para detê-lo por até 20 dias.

A contagem regressiva de 48 horas deve terminar nesta sexta-feira à noite, no horário local, após ter sido pausada para permitir que um tribunal reveja a contestação à sua prisão, disse a agência Yonhap, citando o CIO.

O advogado de Yoon disse nesta sexta-feira que os investigadores deveriam buscar um mandado de prisão, acrescentando: “Esperamos que haja uma consideração mais cuidadosa e abrangente da ilegalidade da prisão quando um tribunal revisar o mandado”.

A Coreia do Sul está lidando com sua pior crise política em décadas, desencadeada pela breve tentativa de Yoon de impor Lei Marcial em 3 de dezembro, que foi rejeitada pelo parlamento.



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