terça-feira , 14 abril 2026
Lar Brasil Exportações da China desaceleram em março após guerra do Irã afetar demanda global
BrasilEconomia

Exportações da China desaceleram em março após guerra do Irã afetar demanda global


PEQUIM, 14 Abr (Reuters) – As ⁠exportações da China desaceleraram acentuadamente em março ⁠uma vez que a guerra no Oriente Médio provocou choques ‌nos custos de energia e transporte, prejudicando a demanda global e expondo os riscos da estratégia de Pequim de se apoiar na ‌manufatura para sustentar o crescimento.

A segunda maior economia do mundo iniciou 2026 com forte impulso na demanda de produtos eletrônicos alimentada pela IA, aumentando as expectativas de que poderia superar o superávit comercial recorde de US$1,2 trilhão do ano passado. No entanto, o conflito interrompeu o ⁠crescimento ‌global, deixando a China especialmente vulnerável uma vez que depende ⁠da demanda externa para compensar a incapacidade prolongada de reavivar o consumo interno.

As exportações cresceram apenas 2,5% em março, segundo dados da alfândega divulgados nesta terça-feira, o que representa uma mínima de cinco meses e muito abaixo do aumento de 21,8% registrado ​no período de janeiro a fevereiro. Economistas previa, um crescimento de 8,3% em uma pesquisa da Reuters.

‘O crescimento das exportações para ​os principais destinos desacelerou de forma geral’, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, atribuindo a queda à incerteza global devido à guerra do Irã.

‘Acho que o superávit comercial da China diminuirá este ano, já que a China não pode repassar completamente ‌os preços mais altos da energia para os ​consumidores estrangeiros’, acrescentou.

Os sinais já são evidentes: o superávit comercial da China em março foi de apenas US$51,13 bilhões, muito abaixo das expectativas de US$108 bilhões.

Continua depois da publicidade

Um forte ⁠aumento de 27,8% nas ​importações – o mais ​intenso desde novembro de 2021 – pesou na balança. Isso em comparação com uma alta de ⁠19,8% em janeiro-fevereiro e previsões de ​crescimento de 11,2%.

O status da China como o maior fabricante e importador de energia do mundo a deixa extremamente exposta a um choque energético global. ​A oferta diversificada e as grandes reservas de petróleo oferecem alguma proteção, mas a incerteza sobre a duração do ​conflito pode minar ⁠a demanda por chips e servidores impulsionada pela inteligência artificial.

Mesmo a China, há muito criticada ⁠pelos parceiros comerciais por sua manufatura a preços reduzidos e apoiada por subsídios, não está isenta do impacto sobre o poder de compra dos compradores à medida que os custos de combustível e transporte aumentam.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

BrasilEconomia

Preços ao produtor dos EUA sobem menos que o esperado em março

WASHINGTON, 14 Abr (Reuters) – Os ⁠preços ao produtor dos ⁠Estados Unidos...

BrasilEconomia

UE fecha acordo para elevar tarifa do aço a 50% e reduzir cotas de importação

A União Europeia (UE) chegou a um acordo político para elevar de...

BrasilEconomia

“Frota fantasma” opera fora dos radares, mas transporta quase 20% do petróleo global

O anúncio do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos estão...

BrasilEconomia

Vendas de moradias usadas nos EUA caem 3,6% em março ante fevereiro

As vendas de moradias usadas nos Estados Unidos caíram 3,6% em março...

TV CATRAIA WEB