quinta-feira , 18 junho 2026
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Federal Reserve mantém juros e projeta apenas um corte no ano


As autoridades do Federal Reserve, reunidas em um cenário de guerra que começou há menos de três semanas, mantiveram a taxa de juros dos EUA nesta quarta-feira (18) após reunião do Federal Open Market Committee (Fomc).

A manutenção foi na faixa entre 3,50% a 3,75% ao ano, em linha com a expectativa do mercado. No comunicado, o Fomc indicou que há possibilidade de corte de 0,25% ainda em 2026 e outros ajustes da mesma magnitude em 2027.

Na decisão que comunicou a manutenção, o banco central dos EUA projetou inflação mais alta, desemprego estável e apenas um único corte de juros no ano, enquanto as autoridades avaliaram os riscos econômicos decorrentes da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã. O comunicado foi em linha com o último anúncio do comitê, ainda, em janeiro.

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As novas projeções para juros e para a economia mostraram que o Fed, por ora, em grande medida está “olhando através” do choque do petróleo, com as autoridades ainda esperando reduzir os juros este ano e prevendo que a inflação fique em 2,2% até o fim de 2027, próxima da meta de 2% do banco central.

A inflação, medida pelo indicador preferido do Fed, deve encerrar o ano em 2,7%, não muito abaixo de seu nível atual e acima dos 2,4% projetados em dezembro, possível consequência do salto nos preços globais do petróleo após o início da campanha de bombardeios contra o Irã.

Implicações do Oriente Médio

“As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas”, disse o Fed em um comunicado de política monetária que também destacou a manutenção do desemprego em patamar estável.

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Os preços do petróleo saltaram de abaixo de US$ 80 o barril para US$ 108 antes da decisão de política do Fed, com os preços da gasolina nos EUA também disparando e novos dados de inflação mostrando os preços no atacado subindo mais rápido do que o esperado mesmo antes do início do conflito.

Fora a referência à guerra, o novo comunicado do Fed mudou pouco em relação ao divulgado ao fim da reunião de 27 e 28 de janeiro.

(com Reuters)



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