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Governadores criticam vetos de Lula em projeto sobre dívidas dos estados


Governadores criticaram a sanção parcial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que visa renegociar as dívidas públicas dos estados com a União.

O projeto foi sancionado pelo presidente na segunda-feira (13), com 13 vetos. A proposta implementa o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para a renegociação dos mais de R$ 760 bilhões em dívidas dos Executivos estaduais com a União.

Os estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentram 90% da dívida.

Em relação às críticas, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado e autor da proposta, afirmou que Lula deveria ser “agradecido” pela sanção.

“O momento é de agradecer ao presidente Lula pela sanção do Propag e aproveitar a oportunidade que os estados terão para equacionar um problema histórico”, disse Pacheco. “Por meio desse programa, o governo federal abre mão de receber juros, permite o alongamento da dívida em 30 anos e aceita receber ativos diversos como pagamento”.

Críticas

Em publicação no X (antigo Twitter), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declara que “o governo federal quer que os estados paguem a conta de sua gastança”.

Na mesma plataforma, Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, diz que recebeu “com extrema preocupação e indignação os vetos do presidente” aos trechos da lei.

À CNN, o governador gaúcho também afirmou que vê os vetos como um “descumprimento flagrante dos compromissos” assumidos durante a tramitação do projeto no Congresso.

Já o chefe do Executivo carioca, Cláudio Castro (PL), disse ser um “dia triste para o federalismo brasileiro”.

Em nota divulgada à imprensa, Castro também disse que pretende trabalhar para que o veto seja derrubado pelo Legislativo.

“A partir do retorno do ano legislativo no Congresso Nacional, vou lutar para que seja derrubado esse veto”, diz o texto. “É preciso dar um basta nesse Brasil dividido. O Presidente Lula perde uma oportunidade histórica de mudar definitivamente os erros que comprometem o federalismo brasileiro.”

Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, considerou a decisão do petista uma “retaliação voltada para Goiás”.

“O governo do presidente Lula continua com sua artilharia de retaliação voltada para Goiás. O que antes pareciam ‘tiros políticos’ isolados transformou-se num verdadeiro bombardeio”, disse. “O veto ao empréstimo de R$ 700 milhões que Goiás faria com o BID, que já havia sido autorizado pela Secretaria do Tesouro Nacional, foi derrubado por uma portaria do ministro Haddad”, acrescentou.





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