quinta-feira , 25 junho 2026
Lar Brasil Haddad ganha tempo para construir consenso, dizem analistas
BrasilEconomia

Haddad ganha tempo para construir consenso, dizem analistas


O adiamento do anúncio das medidas fiscais e econômicas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é visto por analistas como uma forma de dar mais tempo para a construção de consensos e evitar atropelos, como foi o anúncio de aumento de alíquotas do IOF em maio.

Leia também: “Tenho 100% de confiança na idoneidade do companheiro Galípolo”, diz Lula

Para Paulo Gama, analista político da XP, a reação em relação ao IOF acabou por despertar dentro da classe política a possibilidade de discussão de medidas estruturantes. O que, segundo ele, é bem-vindo.

“Como toda medida estruturante, carece de um tempo maior de maturação e de discussão e parece ser o que a gente está vendo agora. Este foi um gatilho para que discussões mais amplas sejam feitas no tempo natural de maturação e amadurecimento destas propostas. E quem vai tomar a decisão de aprová-las ou não é o Congresso Nacional”, afirma Gama

O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, afirma que “a prorrogação do anúncio das ações na área fiscal pode indicar uma construção e legitimação, a fim de que, quando divulgadas, já nasçam com apoio necessário”.

Leia também: Fintechs rejeitam taxação como alternativa ao IOF e alertam para impacto em serviços

Para Salto, “fica a dúvida sobre o alcance e dimensão das medidas que vão ser propostas.” Segundo ele, “o fundamental é restringir o avanço do gasto obrigatório, incluídas aí as emendas, que se tornaram praticamente mandatórias”.

Sem atropelos

De acordo com Paulo Gama, a proposta inicial sobre IOF não tinha sido assentada por todo mundo. “Desta vez, está se tomando o passo prudente de fazer esta discussão. E, dado que devem colocar na mesa medidas de longo prazo, são medidas que precisam, de fato, de uma articulação mais ampla”, acrescenta.

Criou-se uma expectativa de que os anúncios seriam feitos hoje. Mas, para o analista da XP, “o fato de serem medidas mais estruturantes exige mais maturação. Os líderes precisam ser consultados e entenderem a pertinência de cada uma delas”.

De acordo com Paulo Gama, a equipe econômica tem duas questões para resolver. “Uma de curtíssimo prazo, porque continua havendo uma discussão sobre a possibilidade de que outros pontos do decreto sejam revisitados, e vai precisar de receita para as contas de 2025, para fazer frente a esta eventual mudança, caso ela aconteça de fato”, explica Gama.

Já a segunda, deve pensar a partir de 2026, para o orçamento do ano que vem. “Medidas que possam fazer frente não só ao desafio do IOF, mas ao desafio de uma meta ambiciosa que existe e superávit de 0,25%,” afirma.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

BrasilEconomia

Produtos brasileiros podem estar sujeitos a tarifas de até 37,5% dos EUA, diz Amcham

Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica...

BrasilEconomia

XP eleva projeção da Selic a 14% e inflação em 5,3% para o fim de 2026

Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central...

BrasilEconomia

Por que os EUA querem punir o Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países que...

BrasilEconomia

Japão faz alerta enquanto operadores empurram iene para a zona de intervenção de 160

TÓQUIO, ⁠3 Jun (Reuters) – O iene se enfraqueceu a ⁠níveis que...

TV CATRAIA WEB