quinta-feira , 18 junho 2026
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“Inflação do ovo” volta a pressionar cesta básica do paulistano, diz Procon-SP


 Assim como aconteceu entre 2024 e 2025, o preço dos ovos voltou a ser o vilão dos preços entre os alimentos básicos. A última pesquisa da cesta básica do paulistano,  realizada pela Fundação Procon-SP apontou uma alta de 0,31% nos preços gerais entre janeiro e fevereiro. Nesse período, a dúzia de ovos passou de R$ 9,56 para R$ 10,44, uma alta de 9,21%.

O Procon-SP atribuiu esse crescimento à evolução das exportações brasileiras, além do aquecimento da demanda interna.

Leia também: Inflação dos ovos e o conceito de oferta x demanda, segundo o fundador da Mantiqueira

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Cesta básica em SP – Maiores altas em fevereiro (em %)

Ovos Brancos (dúzia) 9,21%
Extrato de Tomate (340/350g) 8,78%
Limpador Multiuso (500 ml) 7,18%
Feijão Carioquinha (Kg) 6,30%
Água Sanitária (Litro) 4,36%
Fonte: Procon-SP

Para Gesner Oliveira, economista e professor da FGV e sócio da consultoria GO Associados, a alta do ovo ocorre em um momento de demanda aquecida impulsionada pelo chamado “boom das proteínas”. No caso dos ovos, o consumo chegou a 287 unidades por brasileiro em 2025, um aumento de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% desde 2015, segundo estimativas da ABPA.

“Além disso, fatores como custos de produção — especialmente ração e energia — seguem contribuindo para esse cenário de elevação”, comentou.

No acumulado do primeiro bimestre, a variação foi de 3,98%, com o preço médio saindo de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026, sinalizando uma tendência de alta já em curso desde o fim do ano passado.

“Do ponto de vista inflacionário, esse movimento é particularmente relevante, pois afeta diretamente itens essenciais da cesta de consumo, impactando com mais intensidade o orçamento das famílias de menor renda e reforçando a percepção de perda de poder de compra”, opina Oliveira.

Fonte: Procon-SP

Outras altas

Na pesquisa da cesta básica do Procon-SP, outro destaque de alta em fevereiro é o extrato de tomate, que subiu 8,78% no mês, passando de R$ 4,33 em janeiro para R$ 4,71 em fevereiro. O aumento está relacionado, principalmente, às chuvas, que afetaram a qualidade dos frutos.

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No acumulado de 2026, a alta é de 3,74%, com o preço médio evoluindo de R$ 4,54 em dezembro de 2025 para R$ 4,71 em fevereiro.

O feijão também apresentou elevação significativa. Em janeiro de 2026, o preço médio do quilo era de R$ 6,19 e passou para R$ 6,58 em fevereiro, com variação de 6,30%. “O impulso nos valores ocorreu devido à oferta restrita, dificuldades na colheita e menor produção em relação a 2025. No acumulado de 2026, o aumento é de 8,05%, com o preço médio passando de R$ 6,09 em dezembro de 2025 para R$ 6,58 em fevereiro de 2026”, disse o órgão de defesa do consumidor.



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