quinta-feira , 18 junho 2026
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Itamaraty condena perseguição a opositores de Maduro


O Ministério das Relações Exteriores divulgou na manhã deste sábado (11) uma nota em que condena a perseguição a opositores do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. O Itamaraty trata como deploráveis os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição.

“O governo brasileiro acompanha com grande preocupação as denúncias de violações de direitos humanos a opositores na Venezuela, em especial após o processo eleitoral realizado em julho passado”, diz o texto.

“Embora reconheçamos os gestos de distensão pelo governo Maduro – como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas, o governo brasileiro deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos”, complementa.

O documento também cobra diálogo e busca por entendimnto mútuo.

“O Brasil exorta, ainda, as forças políticas venezuelanas ao diálogo e à busca de entendimento mútuo, com base no respeito pleno aos direitos humanos com vistas a dirimir as controvérsias internas”, encerra o documento.

Maduro toma posse para 3º mandato

Nicolás Maduro assumiu o terceiro mandato como presidente da Venezuela na Assembleia Nacional, em Caracas, na sexta-feira (10).

A posse ocorreu em meio a um cenário de turbulência política, no qual Maduro enfrenta contestações sobre resultado da eleição realizada em julho do ano passado e acusações de violência contra opositores.

“Que este novo mandato presidencial seja um período de paz, de prosperidade, de igualdade e da nova democracia”, disse Maduro durante a cerimônia de posse.

“Juro pela história, pela minha vida e cumprirei (meu mandato), cumpriremos”, adicionou o chefe de Estado.

Maduro faz críticas a líderes internacionais

Ainda durante o discurso de posse, Maduro afirmou que há paz na Venezuela e que seu governo garantirá a soberania nacional.

“Eu disse que haveria paz, e há paz. E haverá paz. Somos guerreiros da história, e garantiremos a paz e a soberania nacional para sempre”, destacou, adicionando que é um momento de “fortes emoções”.

Durante a fala, ele também fez críticas a líderes internacionais, como Javier Milei, presidente da Argentina, e Álvaro Uribe Vélez e Iván Duque, ex-presidentes da Colômbia.



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