segunda-feira , 22 junho 2026
Lar Santarém Lançado em Belterra, Projeto Carbono Social fortalece comunidade e agricultores familiares da Amazônia
SantarémÚltimas notícias

Lançado em Belterra, Projeto Carbono Social fortalece comunidade e agricultores familiares da Amazônia




Décio Lima ressalta a valorização e inovação dos empreendimentos da região
Reprodução/Agência SEBRAE
Agricultores familiares e pequenos produtores da Amazônia ganharam um novo incentivo para transformar a conservação da floresta em oportunidade de renda e desenvolvimento sustentável. O projeto Carbono Social, lançado nesta quinta-feira (16) durante o evento “Sebrae Conecta Economia Verde”, em Belterra, oeste do Pará, vai facilitar o acesso desses empreendedores ao mercado voluntário de carbono e a mecanismos de financiamento climático.
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Sebrae e a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e começa como projeto-piloto em Santarém. A proposta será posteriormente expandida para outros biomas, respeitando as particularidades produtivas e ecológicas de cada território. Nesta primeira fase, iniciada em julho de 2025, participam cerca de 150 agricultores familiares que atuam em uma área de 15 mil hectares — sendo 8,5 mil deles manejados de forma sustentável ou com florestas conservadas.
O projeto oferece mapeamento de cadeias produtivas, capacitação e mecanismos que permitem aos produtores receber diretamente os recursos gerados pela venda de créditos de carbono. Parte da receita será reinvestida nas próprias comunidades, fortalecendo o ciclo de sustentabilidade e desenvolvimento local.
O evento contou com a presença do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, do diretor técnico nacional, Bruno Quick, do prefeito de Belterra, Ulisses Alves, além de lideranças locais, especialistas e representantes da COP30, como Sérgio Xavier, do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, e Philip Yang, de soluções urbanas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que o projeto representa uma nova forma de desenvolvimento sustentável na Amazônia. “O carbono social é mais do que um ativo ambiental: é uma nova rota de desenvolvimento inclusivo, que reconhece e remunera quem cuida da floresta e do solo”, declarou.
O diretor técnico nacional, Bruno Quick, destacou o papel transformador da iniciativa. “O carbono social transforma boas práticas de produção em benefícios econômicos concretos para as comunidades. A partir dos resultados do piloto, queremos escalar o modelo para outros territórios da Amazônia e biomas do país, ampliando a geração de créditos com impacto social positivo”, afirmou.
Já o diretor técnico da Ecam, Fábio Rodrigues, ressaltou a importância da parceria. “Com o apoio do Sebrae, estamos criando oportunidades reais para que agricultores familiares e comunidades tradicionais possam transformar práticas sustentáveis em novas fontes de renda”, disse, lembrando que experiências semelhantes já ocorrem na Bahia e no Paraná, com produtores sendo remunerados pelos serviços ambientais prestados.
Como funciona o ciclo do Carbono Social
O projeto conecta cada hectare preservado à geração de créditos de carbono certificados, em um processo que alia tecnologia, transparência e impacto social.
As propriedades são mapeadas e avaliadas quanto à área preservada.
Técnicos medem o estoque e a absorção de carbono com base na biomassa, por meio de análises de campo e imagens de satélite.
Os dados são validados e rastreados na plataforma digital da ReSeed.
O carbono certificado é convertido em créditos prontos para o mercado.
A venda dos créditos gera receita direta para os agricultores, incentivando a conservação e o manejo sustentável.
O Carbono Social também será apresentado no Corporate Investments into Forestry & Biodiversity, em Londres, um dos principais eventos globais sobre investimentos corporativos em florestas e biodiversidade. A presença internacional reforça o protagonismo da Amazônia e o potencial do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono.
O projeto combina mensuração técnica de carbono com indicadores sociais, como renda, gênero e bem-estar comunitário, propondo um novo modelo de “carbono inclusivo e rastreável”. O Sebrae aposta que a iniciativa servirá de exemplo para outras regiões do país e para o fortalecimento de uma bioeconomia amazônica centrada nas pessoas e na floresta.
VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

ParáÚltimas notícias

Profissionais da saúde paralisam setor de cirurgias do PSM do Guamá, em Belém

PSM do Guamá, em Belém Comus Profissionais da saúde anunciaram paralisação dos...

SantarémÚltimas notícias

Missa Mocoronga reúne fiéis e autoridades para celebrar os 365 anos de Santarém

A liturgia foi presidida pelo arcebispo de Santarém, Dom Irineu Roman. Durante...

ParáÚltimas notícias

Barco de madeira afunda no Rio Iriri, em Altamira, e piloto sobrevive

Barco de madeira afunda no Rio Iriri e piloto consegue se salvar...

SantarémÚltimas notícias

Inscrições para concursos de quadrilhas juninas e carimbó do ‘Arraiá dos Pauxis’ encerram nesta segunda-feira, 22

As inscrições podem ser realizadas gratuitamente até as 23h59 desta segunda-feira, por...

TV CATRAIA WEB