quinta-feira , 18 junho 2026
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Ligeira melhora do clima eleva projeção para safra 2026/27 de café no Brasil


São Paulo (Reuters) – A safra de café do Brasil em 2026/27 foi estimada nesta quarta-feira (4) em 69,3 milhões de sacas de 60kg, uma alta de 10,1% ante a temporada anterior, conforme relatório do banco Itaú BBA.

“Após anos sucessivos enfrentando extremidades climáticas, as perspectivas para a temporada 2026/27 indicam condições mais favoráveis para a produção de café arábica”, afirmou o banco de investimento.

Leia também: Consumo de café no Brasil caiu por preço alto, mas receita do setor avançou em 2025

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Da produção total a ser colhida este ano, a safra de arábica deverá somar 44,8 milhões de sacas, alta de 18% no comparativo anual, enquanto a de canéfora (robusta e conilon) foi prevista em 24,5 milhões de sacas, redução de 2% versus o ciclo anterior.

“Apesar da continuidade de chuvas ainda abaixo da média em 2025, as temperaturas mais amenas no pré-florada melhoraram o pegamento e sustentam a expectativa de recuperação do arábica em 2026/27; o robusta também apresenta bom desempenho no Espírito Santo e Bahia”, acrescentou o Itaú BBA.

Apesar do crescimento, o número do banco para o maior produtor e exportador global de café aponta para uma safra abaixo do recorde registrado em 2020/21, quando o país colheu 69,9 milhões de sacas.

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O Itaú BBA indicou um crescimento de 12% nas exportações de café no período 2026/27 (julho/junho), para 45,6 milhões de sacas.

O consumo no país, segundo consumidor após os Estados Unidos, foi estimado em 22,3 milhões de sacas, estável ante o ciclo passado.

Leia também: Com mercado de café em mutação, produtores do tipo robusta investem em qualidade

Com isso, os estoques finais deverão quadruplicar para 2 milhões de sacas, mas ainda estariam distantes das reservas registradas em anos anteriores, já que as safras de anos recentes abaixo do potencial reduziram os volumes dos armazéns.

Em 2022/23, o país chegou a ter estoques finais de 4,6 milhões de sacas.

O Itaú BBA ponderou que os estoques baixos antes da safra mantêm o mercado “sensível ao clima até a confirmação da temporada 2026/27”.

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“A projeção de maior produção deve limitar altas, reforçando a necessidade de proteção e gestão de riscos.”



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