
Lutador é condenado a 12 anos de prisão por morte de influenciadora
O lutador de MMA Yago Roger Barreira da Costa foi condenado a 12 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, pela morte da influenciadora digital Paola Rodrigues, conhecida nas redes sociais como Paola Bracchio.
A defesa do réu informou que vai recorrer da decisão. O crime ocorreu em março de 2025, dentro de um motel no bairro Águas Lindas, após uma briga entre os dois.
Segundo a decisão da Justiça, Yago atacou a vítima com golpes de faca depois de se recusar a pagar o valor combinado por um encontro. Paola que era uma mulher trans e tinha 29 anos e presença ativa nas redes sociais, foi encontrada morta no banheiro do quarto.
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Durante o julgamento, realizado por horas na sexta-feira (26), em Ananindeua, familiares e amigos da vítima acompanharam a sessão e pediram justiça. “Ele tirou a vida da minha filha de um jeito cruel”, lamentou a mãe de Paola, Francisca Lima.
Yago foi condenado a 12 anos, 10 meses e oito dias de prisão. Ele já estava preso enquanto esperava pelo julgamento. A defesa alega que o lutador tentou se defender, versão contestada pela família.
“A defesa alega algo totalmente contestável, que um lutador profissional de MMA se defendeu de uma mulher trans, é um absurdo”, afirma a irmã de Paola, Fernanda Rodrigues.
Lutador de MMA é acusado de matar mulher trans em Ananindeua, no Pará.
Reprodução / Redes Sociais
Relembre o caso
De acordo com as investigações, câmeras de segurança registraram a chegada de Paola e do lutador ao motel. Horas depois, apenas Yago deixou o quarto, apresentando ferimentos.
Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, onde permaneceu sob custódia policial. Posteriormente, fugiu da unidade de saúde e foi localizado na casa de um familiar.
Acusado de matar influenciadora trans Paola Rodrigues é julgado em Ananindeua
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