quinta-feira , 2 julho 2026
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Marina assina portaria de emergência ambiental contra risco de incêndios


A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou, nesta quinta-feira (27), uma portaria de emergência ambiental contra risco de incêndios florestais no Brasil em 2025. O documento declara emergência em áreas vulneráveis, viabiliza a contratação emergencial de brigadistas e orienta ações preventivas com base em dados climáticos. 

A ação conjunta envolve o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e é estabelecida anualmente.

A portaria vai destinar recursos financeiros aos Corpos de Bombeiros e aos estados e municípios, ampliar a contratação de brigadistas e recomendar a inclusão do apoio de prevenção e combate em propriedades rurais ao Conselho Monetário Nacional.

 

 

Serão disponibilizadas 231 brigadas florestais federais e 4.608 profissionais do Ibama e do ICMBio, número 25% maior do que o ano passado. 

A portaria também amplia o monitoramento diário das áreas queimadas para todo o Brasil, por meio de uma parceria com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e estabelece o desenvolvimento do Sistema de Informações sobre Fogo (Sisfogo) para uso das instituições públicas e sociedade. 

A portaria foi criada com base em um estudo que avaliou o déficit de precipitação no país, o histórico dos focos de calor, as previsões climáticas e as mesorregiões. 

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que o estudo torna o ato administrativo muito mais preciso. “Conseguimos ter clareza de quando a seca pode ser mais intensa, os riscos de incêndio, e mais clareza do esforço e movimentação dos brigadistas ao longo do ano nas diferentes áreas”, disse. 

A ministra Marina Silva explicou que a portaria é um marco declaratório. “Com essa informação, os agentes públicos terão que tomar as medidas necessárias para poder agir em conformidade com o risco que ali está posto. Muito trabalho, muita ciência, muita reunião. […] Agora nos possibilitam que a gente possa fazer também essas portarias, já com base em todos esses dados que a melhor ciência meteorológica está nos aportando”, ressaltou.

Sobre a previsão de focos de incêndios florestais neste ano, Agostinho informou que a situação não será confortável. “Teremos extensas regiões do país sobre situação de seca. Áreas, que queimaram no ano passado, tem uma redução de matéria combustiva, mas, sim, nos preocupa bastante a situação deste ano. Provavelmente não será como no ano passado, mas por isso estamos aqui pensando em prevenções”, declarou.

*Sob supervisão de Ronald Johnston



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