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mudança nas LCAs, juros maiores e mais


O governo federal anuncia nesta semana o Plano Safra 2025/26. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o novo plano será o maior da história pelo terceiro ano consecutivo, destacando o compromisso de investir tanto em grandes produtores, que impulsionam o comércio exterior, quanto em pequenos agricultores.

O anúncio do Plano Safra 25/26 para agricultura familiar está marcado para as 11h desta segunda, no Palácio do Planalto. Já as condições para a agricultura empresarial devem ser divulgadas na terça (1º). Confira, a seguir, as principais mudanças que o Plano Safra 2025/26 deverá trazer.

Mais financiamento de LCAs

Entre as principais mudanças do Plano Safra 25/26 está o aumento da exigibilidade das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), de 50% para 60%. Na prática, isso significa que as instituições financeiras precisarão direcionar uma fatia maior dos recursos captados por esses instrumentos para operações de crédito rural. Estima-se que a medida deve liberar cerca de R$ 64 bilhões adicionais para o crédito no campo, sem impacto direto ao Tesouro Nacional.

As LCAs são o principal mecanismo de captação para financiamentos via Cédulas de Produto Rural (CPRs). O governo estima que R$ 200 bilhões serão direcionados à aquisição de CPRs, enquanto R$ 128,7 bilhões reforçarão linhas de crédito rural a juros livres.

Juros mais altos para todas as linhas

O Plano Safra 25/26 deverá vir com aumento de juros em todas as linhas de crédito, incluindo as do Pronaf. Segundo o Globo Rural, fontes do governo dizem que o ajuste é necessário devido ao orçamento mais apertado para 2025 e à taxa Selic em 15% ao ano. A elevação nas taxas deve chegar a até 2,5 pontos percentuais, tornando o custo do crédito rural mais alto para produtores de todos os portes.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, o volume para a agricultura familiar deve bater recorde pelo terceiro ano consecutivo. Em 2024/25, o Pronaf teve R$ 76 bilhões. Embora não tenha antecipado o valor para 25/26, Teixeira afirmou que o programa enfrentou desafios orçamentários e de taxa de juros na negociação entre ministérios, mas a reunião final com o presidente Lula foi “positiva”.

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Tensão entre demanda e orçamento

A expectativa do setor é de um plano robusto, mas há preocupações sobre a capacidade do governo de atender toda a demanda, principalmente em linhas de crédito controlado. O ambiente fiscal apertado e o corte de despesas acendem alerta para possíveis restrições de recursos e de subvenções, como ocorreu recentemente com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

(com Globo Rural)



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