quinta-feira , 18 junho 2026
Lar Pará Obra da COP 30 em Belém, Rua da Marinha é entregue 5 meses depois da conferência e com histórico de polêmicas ambientais
ParáÚltimas notícias

Obra da COP 30 em Belém, Rua da Marinha é entregue 5 meses depois da conferência e com histórico de polêmicas ambientais




Obras da COP 30 somam mais de R$ 7 bi em Belém
A rua da Marinha, um dos projetos de infraestrutura previstos no cronograma da Conferência das Partes (COP 30), foi entregue nesta quinta-feira (19), em Belém.
Apesar de fazer parte dos investimentos para o evento mundial, a entrega ocorre cerca de cinco meses após a realização da conferência na capital paraense, que ocorreu em novembro de 2025. O investimento total foi de R$ 253 milhões, em parceria entre o Governo do Pará e o BNDES.
A obra passa no entorno do Parque Ecológico Municipal “Gunnar Vingren”, na área que antes seria uma uma rotatória, e foi autorizada pela Justiça a partir das licenças ambientais.
📲 Acesse o canal do g1 Pará no WhatsApp
A via tem quase 3,4 km de extensão e promete beneficiar diretamente mais de 200 mil pessoas, conectando as avenidas Augusto Montenegro e Centenário no bairro da Marambaia. Apenas parte dela estava com o tráfego liberado até então.
Com duas pistas de mão dupla, cada uma com três faixas, canteiro central que recebeu o plantio de cerca de 260 árvores, playground, academia ao ar livre, ciclofaixa, novas redes de drenagem e calçadas acessíveis, a via busca reduzir os congestionamentos na região, com capacidade para absorver um volume superior a 20 mil veículos por dia.
Histórico de controvérsias e embates judiciais
Trecho de rotatória que será liberado nesta quinta-feira (19) para tráfego.
Divulgação
Mesmo com a proposta de melhoria à mobilidade urbana, o projeto da nova rua da Marinha teve polêmicas ao longo da execução, incluindo as de cunho ambiental.
Em novembro de 2024, a Justiça chegou a determinar a paralisação da duplicação da via. A decisão atendeu a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Pará (MPPA), que questionava a ausência de licença ambiental emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
A Semma, inclusive, já havia negado o licenciamento anteriormente, alegando que o empreendimento invadia os limites do parque ambiental municipal Gunnar Vingren. Segundo o órgão municipal, a obra causaria supressão vegetal, retirada de animais silvestres e atingiria a flora, a fauna e olhos d’água da região.
O Governo do Pará, responsável pela obra e que havia obtido licenças da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), argumentou que a atribuição para o licenciamento seria estadual, mas a Justiça considerou a Semma como o órgão competente para a emissão das licenças.
Outro ponto de atrito ocorreu ainda em maio de 2024, quando o governo revogou uma licitação inicial para um dos trechos do projeto, após críticas públicas de que a obra passaria dentro do parque ambiental.
A estrutura conta com passagens subterrâneas de fauna.
Juliana Alvarez / TV Liberal
VÍDEOS com as principais notícias do Pará
Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

ParáÚltimas notícias

Pará recebe tomógrafo, veículos, combos de cirurgias e unidades odontológicas móveis

Ministro Alexandre Padilha chega à Belém para inaugurações de novas unidades de...

ParáÚltimas notícias

Marinha usa sonar nas buscas por adolescente indígena desaparecido em naufrágio no rio Xingu, no Pará

Marinha utiliza sonar para ajudar nas buscas por indígena desaparecido no rio...

ParáÚltimas notícias

Operação Tributo: 8 presos por ‘taxa do crime’ e tortura em Castanhal

Entre os presos estão Ramile Luz Silva, Jéssica Mariano Dantas, Carolaine Debora...

ParáÚltimas notícias

Produtores rurais têm até 31 de julho para atualizar cadastro de rebanhos no Pará

Produtores têm até dia 31 de julho para repassar informações à Adepará...

TV CATRAIA WEB