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Ocidente aumenta pressão para Putin aceitar cessar-fogo na Ucrânia



Depois de horas de conversa entre o enviado do governo americano e o presidente russo Vladimir Putin, autoridades dos Estados Unidos falam em ‘otimismo cauteloso’ sobre um cessar-fogo na Ucrânia. A posição do Kremlin ainda é incerta, e a comunidade internacional pressiona pela trégua na guerra.

O presidente americano, Donald Trump, foi às redes sociais para descrever a reunião entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin, como muito boa e produtiva.

Trump escreveu que “existe uma chance muito boa dessa guerra horrível e sangrenta finalmente terminar.” Mas também afirmou que, “nesse momento, há soldados ucranianos cercados pelo exército russo, em uma posição muito ruim e vulnerável.”

O presidente americano disse ter pedido muito a Putin para que as vidas desses soldados sejam poupadas.

O presidente russo afirmou que a Ucrânia precisa dar ordens para que as tropas se rendam. E que a situação do cessar-fogo está começando a se mover.

“Neste sentido, gostaria de enfatizar que, se entregarem as armas e se renderem, terão garantida a vida e um tratamento digno, de acordo com a legislação internacional e as leis da Federação Russa.”, afirmou Putin.

O secretário de Estado Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, afirmou que há motivos para um otimismo cauteloso com relação à possibilidade de uma trégua. Mas reconheceu que a situação continua complexa e difícil.

Ao mesmo tempo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pede para que os Estados Unidos e demais aliados europeus pressionem a Rússia pelo cessar-fogo e disse que vê uma possibilidade da guerra terminar “rapidamente”.

Apesar da abordagem de Trump de se afastar dos europeus e negociar diretamente com a Rússia, nesta sexta-feira (14) os países do G7 se uniram para reforçar o apoio à Ucrânia. Em comunicado conjunto, os líderes ameaçaram impor mais sanções contra a Rússia caso o Kremlin não aceite o cessar-fogo.

Em meio ao distanciamento dos Estados Unidos, países europeus falam cada vez mais em investir na própria defesa.

A Reuters teve acesso a um documento da Comissão Europeia propondo uma compra coletiva de armas, ação descrita como a forma mais eficaz em termos de custos de construir a própria defesa, depois de uma queda nos gastos seguindo a Guerra Fria.



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