quinta-feira , 4 junho 2026
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Operação da PF contra empresários ligados ao garimpo ilegal no PA apreende veículos de luxo, ouro e bloqueia R$ 24 milhões de bens




Foram 18 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira, 5, em sete cidades nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. Operação da PF investiga empresários ligados ao garimpo ilegal dentro da TI Munduruku, no Pará.
Reprodução / PF-PA
A operação “Munduruku Log” da Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão contra empresários envolvidos a crimes ligados ao garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no sudoeste do Pará.
As buscas e apreensões foram em sete cidades de três estados:
Pará: Jacareacanga, Santarém, Itaituba e Novo Progresso
Mato Grosso: Sinop e Alta Floresta
Rondônia: Porto Velho
Segundo a PF, foram apreendidos veículos de luxo, motocicletas de grande cilindrada, documentos, joias e ouro, provavelmente extraído ilegal da TI Munduruku.
Os agentes também efetuaram o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados, totalizando cerca de R$ 24 milhões.
Investigações
A PF informou que as investigações começaram com a identificação de comércios em Jacareacanga que davam suporte à extração ilegal de ouro dentro da TI.
Entre as ações estão fornecimento de combustível para balsas e escavadeiras hidráulicas; transporte de maquinários pesados pelos rios da região; facilitação do transporte aéreo do ouro por pistas de pouso clandestinas e viabilização de comércio no mercado ilegal.
Com o início da retirada de não indígenas da TI Munduruku, a chamada desintrusão, em novembro de 2024 e a prisão de diversas pessoas envolvidas com o garimpo ilegal, a PF confirmou que investigados migraram para outras cidades do Pará e até para outros estados.
Todos os investigados foram localizados e responderão criminalmente pelos danos ambientais, pela usurpação de bens públicos da União e pelos crimes contra o povo indígena Munduruku, incluindo a violação de terra, cultura e costumes.
As penas somadas podem chegar a 12 anos de prisão.



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