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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA sobem, mas permanecem em níveis baixos


WASHINGTON, 9 Abr (Reuters) – Os novos pedidos ⁠de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram moderadamente ⁠na semana passada, sem mostrar sinais de deterioração do ‌mercado de trabalho, o que pode dar ao Federal Reserve espaço para manter a taxa de juros enquanto monitora as consequências ‌econômicas da guerra com o Irã.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 16.000, para 219.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 4 de abril, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última ⁠semana. ‌O número baixo de demissões está ancorando o mercado de ⁠trabalho e, até o momento, não há indicação de que os empregadores tenham reagido ao choque do preço do petróleo decorrente da guerra dos EUA e Israel contra o Irã reduzindo o número de funcionários.

Na terça-feira, o presidente Donald ​Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas sob a condição de que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, que ​está bloqueado. Um aumento nos preços globais do petróleo fez com que o preço médio nacional da gasolina no varejo subisse acima de US$4 por galão pela primeira vez em mais de três anos e eliminou cerca de US$3,2 trilhões do ‌mercado de ações em março.

Os economistas estão ​se preparando para um salto na inflação em março, com expectativa de alta do índice de preços ao consumidor de até 1,0% na comparação mensal, o ⁠que se traduz em ​um aumento anual ​de cerca de 3,3%. O banco central dos EUA tem uma meta de 2%.

O ⁠Fed manteve sua taxa de ​juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%. A probabilidade de um corte este ano diminuiu consideravelmente. A maioria das autoridades ‘esperava que ​a taxa de desemprego permanecesse pouco alterada e que a criação líquida de empregos e o crescimento da ​força de trabalho permanecessem ⁠baixos, enquanto alguns participantes (da reunião de política monetária) esperavam que as condições do mercado ⁠de trabalho se abrandassem’, conforme a ata da última reunião.

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O mercado de trabalho está preso no que os economistas chamam de estado de ‘baixa contratação e baixa demissão’, que eles atribuíram à incerteza decorrente das tarifas de importação e das deportações de Trump.



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