segunda-feira , 22 junho 2026
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PF fecha 2 empresas de segurança clandestinas e autua outras 4 nos espaços da COP30, em Belém




PF fecha duas empresas de segurança clandestinas e autua outras quatro durante a COP30 em Belém
PF/Ascom
Duas empresas de segurança privada foram fechadas e quatro autos de infração foram lavrados durante operações de fiscalização realizadas pela Polícia Federal nos espaços da COP30, em Belém.
Ao todo, mais de 700 profissionais de segurança privada tiveram a atuação verificada em áreas oficiais e polos temáticos da conferência.
As ações ocorreram nas últimas semanas em locais como Blue Zone, Green Zone, Agrizone, Enzone, Freezone, Polo Museu Emílio Goeldi e Chico Mendes, Casa BNDES, Complexo Mercedários e Universidade Federal do Pará, Estação das Docas, Aldeia da COP e Espaço Cúpula dos Povos.
Um hotel-barco ancorado no Porto de Belém, usado para hospedar participantes da conferência, também foi alvo de fiscalização.
Empresas clandestinas e falhas na prestação do serviço
De acordo com a PF, foram identificadas empresas que prestavam serviços de vigilância patrimonial e segurança de eventos sem a autorização obrigatória.
Em outros casos, faltou a comunicação prévia à Polícia Federal sobre a escala e os dados dos vigilantes que atuariam nos locais, informação que deve ser enviada com pelo menos 24 horas de antecedência.
Os policiais também flagraram profissionais de apoio desempenhando funções exclusivas de vigilantes, o que não é permitido pela legislação. Detectores de metais e rádios de comunicação usados de forma irregular foram apreendidos.
Como consequência, duas empresas clandestinas tiveram as atividades encerradas e receberam notificações para adequação às normas.
Quatro autos de infração foram lavrados contra responsáveis pelas irregularidades encontradas.
Fiscalização faz parte do esquema de segurança da COP30
Mais de 20 policiais federais participaram das ações de fiscalização. As equipes usaram equipamentos como o VERO, sistema que permite checar, por biometria, se o vigilante e a empresa estão regulares junto à PF.
A fiscalização integra o planejamento de segurança da COP30 e tem como base o novo Estatuto da Segurança Privada, que estabelece regras para eventos em locais de grande circulação, como a necessidade de projeto de segurança, definição de efetivo mínimo de vigilantes, análise de risco e controle de acesso do público.
A Polícia Federal reforça que a prestação de serviços de segurança privada no Brasil depende de autorização da instituição, responsável pelo controle e fiscalização desse setor. Segundo o órgão, as ações durante a COP30 ajudaram a elevar o padrão de segurança nos espaços monitorados e a proteger participantes, autoridades e visitantes.Segundo a corporação, as ações contribuíram para elevar o padrão de segurança nos locais monitorados e para proteger participantes, autoridades e visitantes da conferência.
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