quinta-feira , 18 junho 2026
Lar Pará 'PSM da 14', em Belém, está sem neurocirurgiões e sem medicamentos essenciais há mais de uma semana, diz defensoria
ParáÚltimas notícias

'PSM da 14', em Belém, está sem neurocirurgiões e sem medicamentos essenciais há mais de uma semana, diz defensoria




Servidores do PSM da 14 se manifestaram em frente ao estabelecimento de saúde na manhã desta sexta (5)
Arquivo/Agência Belém
A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE/PA) enviou um ofício à Secretária Municipal de Saúde de Belém, Dyjane Amaral, cobrando explicações sobre a suspensão do serviço de neurocirurgia no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, conhecido como “PSM da 14”. A unidade de saúde recebe a maioria dos atendimentos de emergência na região metropolitana de Belém.
O documento, do Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (Naeca), relata paralisação dos profissionais há mais de uma semana, desde sexta-feira (13), por falta de pagamento de serviços desde novembro de 2025.
​De acordo com o documento, a Sesma não reconheceria a dívida, alegando inexistência de contrato formal com neurocirurgiões, que recebiam a título de indenização. A DPE destacou “risco irreparável à vida de pacientes com traumas cranioencefálicos, acidentes e emergências neurológicas agudas”.
​O g1 solicitou posicionamento da Sesma, mas não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.
O PSM da 14 é referência em urgência e emergência na capital. A interrupção pode comprometer atendimento imediato a vítimas de acidentes graves, segundo a defensoria.
No ofício, a DPE questiona à Secretaria de Saúde:
Confirmação da suspensão do serviço de neurocirurgia.
Motivos da interrupção.
Valores em aberto, com período (desde nov/2025).
Forma de contratação ou vínculo com os profissionais.
Medidas emergenciais para retomar o atendimento.
Falta de medicamentos
Outro problema na unidade de saúde é a falta de medicamentos essenciais para pacientes com quadro renais. Uma adolescente com síndrome nefrótica está internada desde 16 de março sem medicamentos adequados, segundo a família.
“Cada dia que passa só está piorando, não tem medicamento para quem é renal […] eu tive que comprar, nem furosemida, a não ser antibióticos e dipirona”, disse a mãe.
Sobre este caso, a DPE ajuizou uma ação com tutela de urgência afirmando que a paciente esperava leito na regulação, com sintomas graves incluindo urina espumosa, edemas, dor abdominal e problemas respiratórios.
O juiz deferiu a tutela em plantão judicial, determinando transferência imediata para unidade com leito e medicamentos. Na falta de vaga pública, deve ser em rede privada, às expensas dos entes, em 24 horas. Ele aplicou ainda a multa de R$ 1 mil por dia, limitada a R$ 30 mil inicialmente, com risco de majoração.
Diagnosticada há 3 anos, a garota apresenta descompensação, com edema nas pernas, abdômen aumentado e infecção respiratória recente. E a mãe foi obrigada a buscar a Defensoria após “ineficácia administrativa”.
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

ParáÚltimas notícias

Fraude na eleição do Crea-PA: Justiça torna réus funcionário e candidata

A suspeita de fraude surgiu após uma eleitora informar que, ao tentar...

ParáÚltimas notícias

Encontro em Belém debate sobre os direitos da natureza em meio ao avanço do petróleo na Amazônia

Evento debate direitos de povos tradicionais e proteção de territórios, no Pará...

ParáÚltimas notícias

Acidente na BR-010: caminhoneiro que matou 6 é solto após fiança

De acordo com a Polícia Civil, o caminhoneiro apresentou versões diferentes no...

ParáÚltimas notícias

Caminhão a serviço de concessionária de energia pega fogo em Ananindeua

Caminhão a serviço de concessionária de energia pega fogo em Ananindeua, na...

TV CATRAIA WEB