quarta-feira , 15 abril 2026
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Tensão política na Venezuela aumenta e ofusca posse de Nicolás Maduro


A oposição venezuelana denunciou nesta quinta-feira (9) a prisão de María Corina Machado, líder do grupo. Ainda segundo os opositores, ela foi solta em seguida. O governo venezuelano nega a prisão. Corina participava de manifestação contra a cerimônia de posse de Nicolás Maduro, marcada para amanhã. 

A líder da oposição estava numa manifestação em Chacao, em sua primeira aparição pública em mais de cem dias. 

Ela teria sido detida após discursar no ato oposicionista. O local estava cercado por agentes de segurança armados que teriam efetuado disparos em direção a Maria Corina. Ela teria sido presa de maneira violenta enquanto deixava a manifestação, segundo relatos da oposição. 

Pouco mais de uma hora após o ocorrido, a equipe de María Corina disse que ela havia sido libertada. Segundo a nota, a opositora foi derrubada da moto onde estava, retirada à força da manifestação e forçada a gravar vídeos antes de ser solta.

Corina foi impedida de concorrer às eleições do último ano e é acusada pelo regime chavista de traição à pátria.

Expatriados vão às ruas 

Centenas de venezuelanos que vivem no exterior organizaram manifestações contra Maduro nesta quinta-feira. 

A principal delas ocorreu na República Dominicana, onde está Edmundo González, o adversário de Maduro na eleição do ano passado. A oposição afirma que González ganhou a disputa com mais de 70% dos votos.

Na capital, Santo Domingo, o ex-diplomata se reuniu com o presidente Luis Abinader e com outros sete ex-chefes de estado ou de governo que reconhecem a vitória de González. O grupo afirma estar a caminho de Caracas, numa tentativa de garantir que González assuma a presidência no lugar de Nicolás Maduro.

“A única maneira de respeitar a soberania do nosso país é reconhecer o mandato popular e soberano expressado no dia 28 de julho”, disse González na reunião.

O regime venezuelano ampliou a repressão política às vésperas da cerimônia de posse de Maduro, prevista para esta sexta-feira (10). Investigadores emitiram um comunicado de “procura-se” para o grupo que acompanha Edmundo González.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, ameaçou abater qualquer avião clandestino que sobrevoe o país, mesmo que carregue líderes políticos do exterior.

Nos últimos dias, ocorreu uma onda de prisões arbitrárias contra opositores do regime. 

Entre os detidos estão o ativista Carlos Correa e o ex-candidato à presidência, Enrique Márquez.

Maduro classificou as denúncias como “pataquadas da oposição, interna e externa”.



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