terça-feira , 14 abril 2026
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“Tentativa de mudar a história“, rebate Bolsonaro após fala de Lula


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, nesta quinta-feira (9), o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para incluir a história do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na galeria atualizada dos ex-mandatários da República, no Palácio do Planalto. O ex-chefe do Executivo ainda acusou o atual governo de tentar “mudar a história”.

“O alçado ao poder, mais uma vez, questiona o processo legítimo e democrático do impeachment de Dilma, e absolutamente nada lhe acontecerá ou será prontamente atribuído, como o contínuo desrespeito às instituições, questionando constantemente o processo democrático, além da fabricação diária de fake news. Tudo aquilo que rotulam nos outros”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.

“Por isso querem tanto censurar o povo, impedir que você saiba a verdade, e a tentativa ininterrupta de mudar a história, ‘fabricando’ as informações que lhes são convenientes”, acrescentou o ex-presidente.

Na tarde de hoje, Lula reclamou das descrições que acompanham as fotos dos ex-presidentes na galeria. As legendas contam apenas com as datas de nascimento e morte.

O chefe do Executivo cobrou mais detalhes sobre os mandatos. “A única coisa que eu quero é que a pessoa, quando vier aqui, e olhar pra cara dele, saber a história de cada um”, disse, durante a visita.

“O que eu quero é que conte a história. A Dilma foi eleita, foi reeleita, depois sofreu impeachment, por um golpe. Depois esse aqui não foi eleito (Michel Temer). Tomou posse em função do impeachment da Dilma”, pontuou, sobre o afastamento da então presidente Dilma Rousseff após três meses de tramitação do processo iniciado no Senado, em agosto de 2016.

Ao chegar na foto de Jair Bolsonaro, Lula afirmou: “depois esse aqui (Jair Bolsonaro) foi eleito em função das mentiras. É isso que tem que contar”, concluiu.

Dilma Rousseff

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment em 2016, após ser condenada pelo plenário do Senado por cometer crime de responsabilidade. Durante o governo da petista, ela editou três decretos de crédito suplementar, sem autorização legislativa.

Dilma ainda atrasou o repasse de subvenções do Plano Safra ao Banco do Brasil, o que é incompatível com as leis orçamentárias e fiscais.

Ela foi o segundo a ocupar o cargo de presidente do Brasil a sofrer impeachment desde a redemocratização do país, em 1985. Antes dela, Fernando Collor de Mello, chefe do Executivo federal em 1992, também foi afastado do cargo por crime de responsabilidade.

Michel Temer

O ex-presidente Michel Temer (MDB), que assumiu a presidência após o impeachment de Dilma, também se manifestou sobre o comentário de Lula.

Segundo o emedebista, a fala do petista “não merece comentário”.

*Com informações de Taísa Medeiros, Jussara Soares e Gabbriela Veras, da CNN





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